Samples na música pop: mais presente do que você imagina! • MAZE // MTV Brasil
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Samples na música pop: mais presente do que você imagina!

Victor Cavalcanti1708 views

Não é de hoje, não foi inventado agora, e na verdade é algo bem antigo. O sample surgiu lá na era do disco e no começo do hip-hop. Inicialmente feito por discos de vinil, o sample era bastante usado em batalhas de rap como fundo e marcação de tempo para os artistas do cenário.

O tempo passou, mas esse hábito nunca morreu – apenas se renovou e expandiu. Hoje vemos exemplos cada vez mais bem feitos e sucedidos. Um caso bem recente disso foi “Swalla”, novo single e possível novo hit do americano Jason Derulo.

Além de Nick Minaj e Ty Dolla $ign mandando muito bem com seus versos, Derulo contou com uma ajudinha lá dos anos 90. O refrão “Shimmy Shimmy Ya” vem de uma música de mesmo nome do rapper Ol’ Dirty Bastard. Veja só:

E mesmo depois de tanto tempo em atividade, há quem pense que sample é a mesma coisa que plágio. Mas vejam bem: considera-se como plágio toda produção que explicitamente replicada de outra, com diferença de poucos elementos entre si. Já o sample, quando usado, é devidamente citado nos créditos de uma faixa. Sabe aquelas letrinhas miúdas dos encartes dos álbuns? Basta reparar.

Obviamente, não podemos negar que o uso de samples é uma estratégia das boas no ramo fonográfico. Quando bem pensado e executado, o uso de samples em uma música pode ser o toque de Midas para que ela seja um sucesso mundo afora. Alguém aí lembra do impacto de “On The Floor”, da Jennifer Lopez? E de “Anaconda”, da Nicki Minaj?

Ok, esses dois exemplos são bem evidentes. “Chorando Se Foi” e “Baby Got Back” são hits marcantes e impossíveis de não serem notados mesmo após anos de seu lançamento. Entretanto, existem aqueles exemplos de músicas sampleadas que muita gente nem sabe/conhece/reconhece.

Por exemplo, quem manja de música tradicional vai reconhecer que os versos cantados por Rihanna em “Famous”, do Kanye West, nada mais é que uma releitura de um dos versos de “Do What You Gotta Do”, de Nina Simone. Beyoncé também é uma grande usuária de samples: além de “Run The World (Girls)” contendo elementos de “Pon De Floor” do Major Lazer, as mais recentes “Hold Up” e “Sorry” também carregam traços de Andy WilliamsTchaikovsky (!), respectivamente.

Quer mais? Exemplos são o que não faltam: “Hotline Bling” do Drake, “Reach Out” e “Confetti” da Hilary Duff, “You (Ha Ha Ha)” da Charli XCX… Até mesmo faixas atuais como “I Would Like” de Zara Larsson, “Galway Girl” do Ed Sheeran e “Saturnz Barz” do Gorillaz.

O lindo disso é poder ver como uma obra pode de renovar e se transformar por meio dessa construção dentro de um estúdio, mas nem sempre isso é creditado ou atentado pelo público (e infelizmente, às vezes nem pelos próprios artistas).

Seria lindo listar outros exemplos aqui, mas a lista é tãããão grande, que a gente vai deixar pra uma outra oportunidade. Por isso, fizemos uma playlist bem gostosa com algumas dessas obras, que talvez você não faça ideia que havia sample. Ouve aqui que esse rework tá amor:

Victor Cavalcanti
Comunicador formado pela Universidade Metodista, narcisista desde os 15 anos, artista desde sempre. O resto tu descobre por aí.