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RESENHA NETFLIX | “Jinn” não passa de uma historinha boba para adolescentes

Luiz Henrique Oliveira134 views
RESENHA NETFLIX | "Jinn" não passa de uma historinha boba para adolescentes

“Jinn” é a primeira série árabe produzida pela Netflix. Seus 5 episódios de 45 minutos cada podem parecer curtos, mas na realidade se arrastam tanto que parecem ser muito, mas muito mais. É uma pena, mas a série é uma historinha boba para adolescentes entediados.

Veja a crítica em vídeo aqui:

Na história, cinco jovens vão até a antiga cidade de Petra e lá acabam tomando parte em um drama sobrenatural. Dessa forma, todos eles passam a correr riscos quando a ameaça invade o colégio onde estudam. Parece muito familiar a você, que está lendo essa crítica agora?

Pois é. A série pode ser toda falada em árabe – tem um ou outro momento em inglês – mas a estrutura narrativa é igual a qualquer série americana. Não há nenhuma inovação na história que faça com que ela se diferencie. Por isso, é uma produção até mesmo dispensável. Vai agradar aos mais jovens, sem dúvida. Mas é sofrível para o público adulto.

“Jinn” tem as piores atuações até aqui

RESENHA NETFLIX | "Jinn" não passa de uma historinha boba para adolescentesApesar disso, consegue equilibrar bem as doses de fantasia, suspense e drama. Mesmo com esse ponto positivo, é preciso dizer que “Jinn” tem um péssimo roteiro e é atuada de forma quase amadora. Os capítulos se estendem muito além do que deveriam, não deixando espaço para “criar um clima” que nos faça querer assistir ao que vem pela frente. Pelo contrário: parece que os roteiristas trabalharam para deixar o público entediado.

O problema maior, contudo, está nas atuações. São, de fato, pobríssimas. Mesmo que os diálogos ruins e expositivos já fossem algo de se lamentar, a impressão que passa é que “Jinn” não fez nem escolha de elenco. Pegaram os que estavam por perto e colocaram na frente das câmeras. É de amargar.

Não sobra nenhuma dúvida de que esta série tem as piores atuações em uma produção Netflix até o momento. E olha que, com o que já foi lançado neste ano, a concorrência é grande.

Usando os clichês de “Riverdale”, “Sabrina” e outras séries teens, “Jinn” só será um sucesso se o público brasileiro “comprar” a ideia, mesmo com todos os seus defeitos. É improvável, visto que as produções citadas antes neste parágrafo atingiram um grande nível técnico e artístico. No entanto, não é impossível que existam pessoas entediadas demais para assistir (e gostar) dessa produção.

 

Luiz Henrique Oliveira
Nasceu no interior de São Paulo em 1986 e escreve sobre cinema em blogs desde 2004. Curte drama, comédia e ficção científica, mas ama mesmo O Poderoso Chefão. Tem interesse no mundo geek, em música brasileira e pode ser facilmente confundido com o Chico Bento pelas ruas da capital paulista.