Os 20 melhores ÁLBUNS de 2017 • MAZE // MTV Brasil
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Os 20 melhores ÁLBUNS de 2017

João Batista3312 views

E cá estamos nós dando início na nossa tradicional retrospectiva de fim de ano! 2017 foi um ano bem interessante no quesito álbuns, não acham? Muitos retornos ao cenário fonográfico, uns que arriscaram em sonoridades novas, outros que fizeram valer a espera e até gente surpreendendo quando a gente não imaginou que surpreenderia.

Na lista de melhores álbuns do MAZE, foi mais ou menos isso que ficou sintetizado. Foi uma disputa acirrada para decidir, mas o blog chegou num consenso que ficou bem interessante. Tô doido pra compartilhar, vamos lá?

Os 20 Melhores Álbuns de 2017
por Equipe MAZE Blog

#20 – Björk – Utopia

Cada álbum da islandesa Björk é uma construção e desconstrução de ideias, söns e barreiras. Em “Utopia”, sucessor do doloroso porém ótimo “Vulnicura” (2015), ela quebra ainda mais o muro que separa a sua figura de seus sentimentos. É um disco visceral, único e, em sua perfeição, utópico pra qualquer outro artista. // Para ouvir: “Sue Me”

#19 – HAIM, “Something to Tell You”

Quem deram as caras novamente foram as irmãs HAIM. Depois do estrondoso sucesso de “Days Are Gone” em 2013, eles deixaram os fãs marinando até voltarem quatro anos depois com o seu sucessor, e mesmo que não tenham sido tão radiofônicas dessa vez, elas se mantiveram firmes em sua personalidade pra entregar um registro de ótima qualidade que causa dancinhas involuntárias quando menos esperamos. // Para ouvir: “Walking Away”

#18 – Miguel, “War & Leisure”

Um dos caras mais subestimados da música negra atual também fez seu retorno em 2017, e acertou nos 45 do segundo tempo em “War & Leisure”. Meses após passar por aqui arrasar no Rock In Rio, Miguel oficializou sua volta com o sucessor do sexual “Wildheart” (2015) com um pouco menos de tensão e um maior leque de sonoridades onde todas favorecem seu inegável talento vocal. // Para ouvir: “Pineapple Skies”

#17 – Kelela, “Take Me Apart”

Antes de mais nada, um apelo: ouçam essa mulher. Depois de alguns singles avulsos, mixtape e EP, ela finalmente conseguiu debutar “oficialmente” em grande estilo com seu R&B desconstruído com quê afrofuturista no álbum “Take Me Apart”. É uma obra para ser apreciada aos poucos, saboreando cada camada de produção. Pra completar, os clipes da era lançados até agora conseguem ser a cereja do bolo. // Para ouvir: “Blue Light”.

#16 – Fergie, “Double Dutchess”

Depois de muitos adiamentos que pareceram mais um triângulo das bermudas para a ex-integrante do Black Eyed Peas, o “Double Dutchess” finalmente foi lançado. E como o MAZE não liga pros charts, não serão eles que impedirão de reconhecer o quanto Fergie se mostrou competente no álbum visual, que oscila entre personas sexuais e passionais e abusa do pop e do R&B com leves toques sintéticos. // Para ouvir: “Enchanté (Carine)”.

#15 – Paloma Faith, “The Architect”

Essa mulher é sempre incrível e caprichosa em seus trabalhos, musical e visualmente. Quem conhece sua discografia, sabe que ela gosta de lamentar sobre relacionamentos mal resolvidos, mas em “The Architect” ela surge com uma outra perspectiva. Definido pela própria como um “casamento do antigo e do novo”, o álbum permeia entre sua já conhecida faceta melancólica e versos apaixonados. // Para ouvir: “Kings and Queens”.

#14 – SZA, “Ctrl”

Definitivamente, o R&B está em ótimas mãos. Além de Miguel e Kelela, quem também representou muito bem o gênero esse ano foi a SZA, que lançou o álbum “Ctrl” e encantou a todos com seu som água com açúcar e uma proposta mais radio-friendly, o que chamou a atenção do público a ponto de ser considerada como uma das principais “revelações” do ano – mesmo que não seja um rosto não novato assim. // Para ouvir: “Drew Barrymore”.

#13 – Gorillaz, “Humanz”

Pra quem curte música eletrônica com personalidade, os mais indicados para falar do assunto representam bem o gênero na nossa lista. A galera do Gorillaz entregou o ótimo (e grande!) “Humanz” cheio de feats e uma overdose de elementos que agregam uma diversidade que não deixa a jornada de 26 (!) faixas cansativa. Só alguém com muito cacife pra se garantir a esse ponto e ainda arrasar, não é mesmo? // Para ouvir: “Momentz”.

#12 – Allie X, “CollXtion II”

Os fãs de música pop não ficaram a ver navios, e um dos tiros mais certeiros de 2017 vieram de um calibre bem paralelo ao mainstream. Aos poucos, Allie X vai construindo sua estabilidade na indústria, e com seu “CollXtion II” ela se aproxima de aspectos radiofônicos sem deixar sua personalidade de lado. Fica a dica para que você se permita a ouvir caso queira consumir um bom pop fugindo do óbvio. // Para ouvir: “Casanova”.

#11 – Demi Lovato, “Tell Me You Love Me”

Ficou claro pra todo mundo que o sexto álbum da ex-Disney foi o que a levou para o seu patamar de diva da voz – sem forçação de barra em nenhum aspecto. Cantando sobre amor, desamor e prazeres tabulizados, parece que a cantora finalmente conseguiu relaxar e perceber que não precisa ser muito piegas para mostrar pra todos que é uma artista do c*ralho. // Para ouvir: “Ruin the Friendship”.

#10 – Criolo, “Espiral de Ilusão”

Em 2017 a música BR passou a ter destaque maior aqui, e por isso pudemos acompanhar grandes lançamentos como o do Criolo. Mesmo rotulado como rapper, geral sabe que tem samba à beça na sua veia, e isso foi refletido de forma primorosa em “Espiral de Ilusão”. Passeando por amor, melancolia, política e religiosidade, o álbum ficou tão coeso que quando você se dá conta, já está com o replay engatilhado. // Para ouvir: “Espiral de Ilusão”.

#09 – Kelly Clarkson, “Meaning Of Life”

Certamente, esse é um dos álbuns dos quais eu mais me orgulho de comentar sobre nessa lista. Depois de muito tempo, Kelly Clarkson finalmente se reencontrou e saiu do status obsoleto que se encontrava em sua carreira. Entregando o álbum que sempre quis gravar, a American Idol pioneira está em ótima forma, sincera e entregue de uma forma que não víamos há anos. Bem vinda de volta, estávamos com saudades. // Para ouvir: “Slow Dance”

#08 – St. Vincent, “MASSEDUCTION”

Depois de atrair atenção da crítica mundial com seu excelente álbum homônimo de 2015, Annie Clark voltou neste ano sob sua alcunha artística St. Vincent pra nos presentear com mais um ótimo trabalho. Seu pop rock alternativo continua ali, com sintetizadores bem mais presentes e abordagens voltadas para críticas sociais, amor e um apelo forte para a sexualidade – a capa do álbum (espetacular como toda a identidade visual dessa era) conceitualiza bem isso. // Para ouvir: “Los Ageless”.

#07 – Tiê, “Gaya”

O que era bom, só ficou ainda melhor. Tiê resolveu dar uma pimpada no seu estilo e se jogou de cabeça no pop para as rádios. Em “Gaya”, ela canta com convidados especiais, investe em refrões pegajosos e passeia por sonoridades marcantes de outras épocas, como o dream-pop dos anos 90 e o synth-pop dos anos 80. Uma grande mistura de estilos para ouvir sem moderação e livre de indigestão. // Para ouvir: “Pra Amora”.

#06 – Tove Lo, “Blue Lips (Lady Wood Phase II)”

Tove Lo deixou todo mundo sedento pela continuação do ótimo “Lady Wood” (2016) dando uma sumidinha após o lançamento do curta “Fire Fade”. E então, quando ninguém esperava, ela voltou mais excitada do que nunca com “Blue Lips” – uma compilação de inéditas tão radiofônica quanto o álbum anterior que deu uma continuidade digna para a sua jornada pop explorando sem tabus a sexualidade feminina em diversas óticas. // Pra ouvir: “shedontknowbutsheknows”

#05 – Kendrick Lamar, “DAMN.”

O rapper, que já é muito competente no que faz, voltou em DAMN. regido pelo dobro da sua força. Acompanhado do arrasador carro-chefe “HUMBLE.” e com participações fortes ao longo de sua tracklist, um caótico e agressivo Kendrick conseguiu acertar nos alvos mirados, casando elementos vanguardistas do hip-hop com outros mais contemporâneos em letras regadas à referências bíblicas e sociais. // Para ouvir: “LOYALTY.”

#04 – The xx, “I See You”

Depois de dividirem opiniões em “Coexist” (2012) o trio indie caprichou muito em seu retorno ao cenário musical, e nele ficou bem claro que temos muito que agradecer aos ares que Jamie XX respirou enquanto se dedicou ao seu projeto musical paralelo nos anos anteriores, pois “I See You” marca o retorno da banda em brilhante estilo. Mais soltos e com vários hit de potencial (“Lips”, “I Dare You”, o carro-chefe “On Hold” e até mesmo as faixas da edição Deluxe), o álbum tem uma proposta mais “palpável”, comercialmente falando, chegando quase à magnitude do debute da banda. // Para ouvir: “Lips”

#03 – Lana Del Rey, “Lust For Life”

Quando surgiu em 2012 ao grande público com o impecável “Born to Die”, Lana Del Rey arrastou uma legião para uma nova (e um tanto problemática) atmosfera da cultura pop. Depois disso vieram um EP e dois discos com uma fórmula bem semelhante ao seu primogênito, e foi a partir de “Honeymoon” que deu pra perceber que tava na hora dela se reinventar. Graças a Deus, isso aconteceu. Em “Lust For Life”, Lana não abriu mão de sua personalidade, e a canalizou em uma nova (e mais saudável) perspectiva poética, desacelerando nos versos amargos e desiludidos e investindo em produções mais românticas, esperançosas e até mesmo sensuais. // Pra ouvir: “13 Beaches”

#02 – Dua Lipa, “Dua Lipa”

Mas é claro que não iríamos conseguir deixar a queridinha do pop de 2017 fora dessa lista. Pode parecer meio óbvio sua posição entre os outros escolhidos, mas não dá pra negar que Dua Lipa realmente ditou muitas regras (rs) com o seu auto-intitulado álbum de estreia. Precedido por muitos singles promocionais, ele expande seu mérito para além das batidas chicletes e timbre único da albanesa e oscila moderadamente entre momentos de vulnerabilidade e autosuficiência. Ao longo das faixas, ela mostra as várias faces de uma mulher poderosa, apaixonada, sexual e, sensível e dona de si. // Para ouvir: “Hotter than Hell”

#01 – Lorde, “Melodrama”

Desde quando comecei o MAZE, um dos quesitos que sempre foi muito levado em consideração para amar um álbum logo de cara é sua coesão e capacidade de contar uma história de forma relevante. Em 2015, por exemplo, elegemos “How Big How Blue How Beautiful” de Florence + the Machine por conta de suas ótimas produções e também de todo o seu conceito bem elaboradinho. Dois anos depois, a história se repete pois Lorde conseguiu fazer o mesmo em “Melodrama”, seu aguardadíssimo segundo compacto de inéditas. Nele, Lorde usa o seu pop único para cantar sobre os diversos momentos de uma festa, segundo a própria. Indo da animação de início de noite à bad das 5h da manhã, passando pelos desejos da madrugada e as reflexões repentinas. Tudo numa coesão magnífica que leva o ouvinte à uma jornada lisergicamente dançante. // Para ouvir: “Sober II (Melodrama)”

Menções Honrosas:
  • Zara Larsson – So Good
  • Pabllo Vittar – Vai Passar Mal
  • Jessie Ware – Glasshouse
  • Manu Gavassi – Manu
  • blackbear – Digital Druglord
  • Halsey – hopeless fountain kingdom
  • Fifth Harmony – Fifth Harmony
  • Cashmere Cat – 9
  • Paramore – After Laughter
  • Phoenix – Ti Amo
  • Kehlani – SweetSexySavage
  • Katy Perry – Witness
  • Vanguart – Beijo Estranho
  • Kafé – Kafé
  • Liam Gallagher – As You Were
  • Taylor Swift – reputation

***

Então, gente… Foram esses os 20 melhores álbuns de 2017 escolhidos da nossa equipe, e não poderíamos estar mais orgulhosos. Lembrando que essa lista não passa de uma mera opinião pessoal de pessoas que adoram música, então não levem muito a sério caso seu disco fave não esteja aqui, ok? <3

Aproveitando pra deixar aquela dica pra seguir a gente no Spotify pra ouvir esses álbuns e, claro, nossas playlists maravilhosas!

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.