Os 20 melhores ÁLBUNS de 2016! • MAZE // MTV Brasil
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Os 20 melhores ÁLBUNS de 2016!

João Batista2 comments1386 views

E cá estamos nós, pela terceira vez, para poder juntar tudo aquilo que ouvimos ao longo dos últimos anos para poder chegar num senso comum e definir, segundo nossa opinião emo e gótica, o que mais se destacou no meio musical.

Quem já acompanha o blog, sabe que o nosso gosto é bastante variado em termos de música pop: ao mesmo tempo em que gostamos muito de uma fritação, nós também não destacamos curtir uma vibe mais alternê ou até mesmo deixar a bad tomar conta da situação. Aliás, essa pluralidadade pode ser muito bem exemplificada através das playlists lá do nosso perfil Spotify – já segue?

Mas uma coisa que ficou bem diferente esse ano pra gente foi a atenção maior que demos para os nossos conterrâneos. O cenário pop nacional se mostrou vivo de uma forma surpreendentemente positiva e fora da caixinha, e a cada disco ouvido/descoberto só aumentou a sede por mais.

Combinando isso com tudo que basicamente já rola por aqui, montamos uma lista com os 20 álbuns que mais se destacaram esse ano. O resultado ficou, modéstia a parte, maravilhoso!

MAZE apresenta:
Os 20 melhores álbuns de 2016

#20 | Sophie Ellis-Bextor – FAMILIA

Sophie Ellis-Bextor experimentou sonoridades folk no disco Wanderlust, de 2014, e isso rendeu à ela um lugarzinho na lista de melhores daquele ano. Dois anos depois e com muito mais disposição para botar todo mundo pra dançar, ela conseguiu o mesmo feito com a gente graças ao seu majestoso FAMILIA.

#19 | Lady Gaga – Joanne

Sem promessas dessa vez, e com muito mais eficiência na entrega: é mais ou menos assim que podemos resumir o Joanne da Gaga. Revelando uma até então desconhecida faceta da camaleoa do pop de uma forma bastante autêntica e pessoal, o disco é bom o suficiente pra poder esquecer toda a bagunça da era ARTPOP.

#18 | Gwen Stefani – This Is What The Truth Feels Like

Depois de um chove-não-molha que durou anos, Gwen finalmente lançou o seu aguardado terceiro disco como cantora solo. Assim como Gaga, a líder do No Doubt também se inspirou em sua vida pessoal para poder construir o conceito do cd: todas as músicas rondam em torno de desilusões amorosas fazendo alusões ao período difícil que Stefani passou por conta de seu divórcio com Gavin Rossdale. Ah, tem resenha no Youtube!

#17 | Kate Bush – Before the Dawn

Foram dois anos de silêncio, mas o registro da série de shows que Kate Bush fez em 2014 finalmente está entre nós. Cheias de vida e emoção, as canções oferecem uma experiência quase que sensorial do espetáculo, ao longo de três discos que contam com alguns hits como “Running Up That Hill”, “Cloudbusting” e outras canções que nunca foram cantadas ao vivo.

#16 | David Bowie – Blackstar

Pouco antes de deixar esse planeta no início desse ano, o camaleão do pop deixou de presente para nós o seu último registro de inéditas, o primoroso Blackstar. Sem precisar se estender muito em sua tracklist, o eterno camaleão comprovou em sua obra de despedida que menos, sem dúvida alguma, pode significar muito mais.

#15 | General Elektriks – To Be a Stranger

2016 foi um ano e tanto para os franceses do General Elektriks, que ganharam os nossos ouvidos com “To Be a Stranger”, seu projeto mais ousado e incrível até agora. Com quês de anos 80, guitarrinhas a lá Prince e uma vibe toda dançante, os caras se mostram cada dia mais profissionais e criativos. Prova disso são os Grammys Latinos arrebatados pelo líder e produtor da banda, Harvé Salters, ao assinar o excelente Tropix, de Céu.

#14 | AlunaGeorge – I Remember

Segundo álbum oficial da dupla, I Remember é um punhado de colaborações que tinha de tudo para dar errado, mas felizmente não deu. Da ajuda de Flume na faixa título aos vocais de Leikeli47 e Dreezy em “Mean What I Mean”, o disco é um verdadeiro ticket para uma viagem agitadíssima dos anos 90 até a atualidade.

#13 | Rihanna – ANTI

Após quase uma década de lançamento de discos de forma desenfreada (vindo um novo a cada ano), Rihanna deu uma desacelerada e mostrou no ANTI, seu oitavo disco, um lado até então não visto em seus discos. Um tanto mais introspectiva e quem sabe até mais intimista, a artista revela um maior controle criativo no seu trabalho (tanto que o disco foi refeito diversas vezes ao longo de três anos) e se dá muito bem explorando sons novos. O álbum pode não ser o melhor da sua carreira, mas com certeza deixa muita curiosidade quanto ao que está por vir.

#12 | Roberta Sá – Delírio no Circo

Roberta Sá carrega desde a sua estreia no mercado musica peso de ser uma das maiores artistas da MPB atualmente. Depois de um muito bem gravado quinto álbum lançado no ano passado, a cantora potiguar radicada no Rio de Janeiro subiu ao palco do lendário Circo Voador para nos lembrar o porquê de ser uma das vozes mais expressivas e encantadoras da música nacional. Em estúdio ela é boa, mas Delírio no Circo mostra que nada supera uma roda de samba ao vivo.

#11 | Fernanda Abreu – Amor Geral

Em seu primeiro disco de inéditas em anos, Fernanda Abreu se preocupou bastante com a qualidade e o conceito que iria incorporar em seu retorno sem se preocupar com o tempo que isso pudesse te custar – o disco levou quase três anos para ser feito. Em Amor Geral, ela combina elementos já presentes de sua carreira com toques mais atuais da cultura pop, seja em sua sonoridade como em sua parte visual, o que resultou em um disco para todos os tipos de público amante do gênero.

#10 | Todrick Hall – Straight Outta Oz

Todrick Hall é um jovem cantor com um talento excepcional (seu canal no Youtube pode te provar isso), e nesse ano ele lançou o álbum Straight Outta Oz – um projeto audiovisual, que chegou acompanhado de um filme composto de clipes para cada faixa. Inspirado na história d’O Mágico de Oz, Todrick narra sua história e seu caminho rumo ao estrelato abordando temas como primeiro amor, preconceito e as tentações do show business. Tudo com isso com uma infinidade absurda de figurinos, muita coreografia e participações especiais – entre elas, Nicole Scherzinger, Jordin Sparks e drags de RuPaul’s Drag Race.

#09 | Britney Spears – Glory 

O aguardado retorno da Princesa do Pop foi tumultuado devido aos problemas relacionados ao lançamento do vídeo do primeiro single do álbum, “Make Me”. Embora as letras de Glory sejam um tanto que impessoais, é interessante notar que é possível sentir que Britney está totalmente conectada com as canções e em como ela consegue se dar bem ao explorar diversas nuances eletrônicas ao longo do disco, que também conta com forte influência da música R&B.

#08 | Ariana Grande – Dangerous Woman 

Ariana Grande nos deu a oportunidade de conhecer um lado mais maduro e sensual de sua personalidade, com o seu terceiro álbum de estúdio, Dangerous Woman. Um disco claramente pop e R&B, mas com pitadas de música eletrônica, a artista discorre de temas como amor, sexo e relacionamentos de uma forma muito mais delicada e cativante do que fez em seus trabalhos anteriores.

#07 | Mahmundi – Mahmundi

Esse álbum é mais do que adequado para ser debut da carioca Marcela, que atende por Mahmundi no meio artístico. Nesta estreia homônima, ela traz tudo que testou antes e mais um pouco, com toques de rock new wave que faz ficar evidente sua disposição em buscar referências. Isso tudo é o que torna esse álbum fantástico, capaz de agradar os mais diversos públicos e é mais uma prova que o cenário musical brasileiro está crescendo e se expandindo. E muito, muito mesmo.

#06 | Beyoncé – Lemonade

Em tempos de tanto reacionarismo tanto nos EUA quanto por aqui e até mesmo veículos nacionais vendendo o estereótipo de que a boa mulher é “bela, recatada e do lar”, é lindo ver uma artista tão grande como Beyoncé com um sorriso no rosto usando sua arte e seu espaço como sua arma. E mais belo do que ver uma artista que tinha tudo para abaixar a cabeça para uma sociedade racista e sexista não se rendendo, é ver que seu trabalho é de tamanha qualidade quem nem mesmo essa mesma sociedade poderia fechar os olhos para ele. Se antes Beyoncé já era uma artista que pouquíssimos se igualavam, hoje ela é imbatível. Dessa vez, a cantora não chega ao topo carregada por ninguém: ela sobe nele sozinha, e com uma limonada nas mãos.

#05 | The Weeknd – Starboy

Para o sucesso que The Weeknd fez com Beauty Behind The Madness, era esperado que a promoção do maravilhoso disco tivesse uma esticadinha em sua promoção. Ao invés disso, Abel preferiu descartar outros potenciais hits e arriscar em uma nova fase de sua carreira. Felizmente, foi um risco com um resultado extremamente positivo: vendeu pencas em sua semana de estreia, fez história no streaming e tem tido um desempenho estável desde então. Mais fonográfico em relação ao disco antecessor, coeso do início ao fim, dotado de uma identidade visual hipnotizante e ainda com um salve ao influente do rei Michael Jackson, Starboy é um show de versatilidade.

#04 | ZAYN – Mind Of Mine

Zayn Malik deixou muita gente aborrecida ao sair do One Direction, alegar que só queria ser um garoto normal de 22 anos e logo em seguida anunciar a sua carreira como cantor solo. Mas depois que o Mind Of Mine veio à tona, a sua qualidade foi alta o suficiente para fazer com que os haters engolissem o choro e começassem a perceber que, realmente, sair da boyband foi a melhor coisa que rapaz fez para sua carreira musical. Sua identidade fonográfica se revelou num misto de pop, música eletrônica e R&B irresistível, com uma música melhor que a outra.

#03 | Tove Lo – Lady Wood

Em seu segundo álbum, Tove Lo mostra seus talentos para escrita ao discorrer de temas comuns como a sexualidade feminina e relacionamentos amorosos de uma forma tão profunda e abrangente, mas ao mesmo tempo delicada e sensível. As nuances, camadas e detalhes da produção primariamente electropop, mas com doses generosas de synthpop, são tão bem exploradas que é capaz de deixar o ouvinte perplexo com  o quão bom o disco soa aos ouvidos.

#02 | BANKS – The Altar

Ela lançou seu debut Goddess em 2014, e não foi necessário muito esforço para coroá-la como um dos destaques da nossa retrospectiva de discos daquele ano. Hoje, dois anos depois seu lançamento na indústria, BANKS marcou seu retorno em The Altar – um disco que pode ser facilmente considerado como uma evolução natural de Goddess: a voz quase sussurrada, que antes se aconchegava em batidas minimalistas, agora se aventura em batidas eletrônicas e sintetizadores orquestrados sob medida para a sombria e sutilmente hostil identidade musical de Jillian.

#01 | Céu – Tropix

Demos uma voltinha ao mundo para eleger quem a gente mais curtiu esse ano, mas quem leva a medalha de ouro é uma conterrânea nossa, e não faltam motivos pra isso. Na música, Céu não é nenhuma novata e seus trabalhos anteriores passam longe de serem ruins… Mas foi em Tropix que ela se consagrou como um dos grandes nomes brasileiros que provam com propriedade que o nosso pop tem, sim, identidade própria e um potencial absurdo para se destacar mundo afora. O flerte com as pistas de dança old school e batidas psicodélicas se encontram com a brasilidade fervente da cantora, que se mostrou em sua mais versátil forma nesse disco synthpop encantador. Duvida disso tudo? Pergunte para os seus dois prêmios Grammy.


E chegamos ao fim da nossa lista. Para acompanhar essa retrospectiva em clima de despedida desse ano que tá indo embora, preparamos lá no Spotify uma super playlist reunindo toda a galera que se destacou em nossa opinião. Ouça e siga:

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.
  • Guilherme Ukyo

    Eu achei a lista do ano passado melhor e mais elaborada, inclusive foi o artigo que me chamou para acompanhar o blog. Mas esta lista também está boa, parabéns!

  • Guilherme Ukyo

    Eu achei a lista do ano passado melhor e mais elaborada, inclusive foi o artigo que me chamou para acompanhar o blog; mas esta lista está boa, parabéns!