Resenha: "O Garoto Quase Atropelado" (Vinicius Grossos, 2015) • MAZE // MTV Brasil
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Resenha: “O Garoto Quase Atropelado” (Vinicius Grossos, 2015)

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O Garoto Quase Atropelado” é o segundo livro do jovem autor carioca e estudante de Jornalismo, Vinicius Grossos. Anteriormente, o escritor havia mergulhado em um drama infanto-juvenil fantasioso em sua estreia, Sereia Negra – cuja nossa review pode ser lida aqui. Dessa vez, a história que é apresentada poderia muito bem ser real.

Sinopse:

Um garoto sofreu com um acontecimento terrível.

Para não enlouquecer, ele começa a escrever um diário que o inspira a recomeçar, a fazer algo novo a cada dia.

O que não imaginou foi que agindo assim ele se abriu para conhecer pessoas muito diferentes: a cabelo de raposa, o James Dean não-tão-bonito e a menina de cabelo roxo, e que sua vida mudaria para sempre!

Prepare-se para se sentir quase atropelado de uma forma intensa, seja pelas fortes emoções do primeiro amor, pelas alegrias de uma nova amizade ou pelas descobertas que só acontecem nos momentos-limite de nossas vidas.

Estar vivo e viver são coisas absolutamente diferentes!

Um garoto, cujo nome não é revelado em nenhum momento da narrativa, nos convida a conhecer seu introspectivo e tímido mundo, repleto de dor e marcas de um grande trauma através de seu diário. Sim, ele está tentando se curar. Ele não está sozinho nessa. Ele pode contar com a ajuda de sua mãe e seu irmão, além de uma boa psicóloga que o estimula a escrever seus sentimentos sombrios nas linhas de seu caderno. Mas ainda assim, é como se algo estivesse faltando em sua vida. Mas logo esse vazio é preenchido quando ele se aproxima casualmente de um grupo de amigos e se torna parte deles: A misteriosa Laís e seu cabelo de raposa; Acácio, o James Dean não-tão-bonito; e Natália com seu cabelo roxo.  Logo, os quatro embarcam em uma jornada em que cada um busca a cura e uma forma de se libertar de seus medos do passado e do presente, enquanto lidam com problemas familiares, preconceitos e distúrbios psicológicos.

Capa de "O Garoto Quase Atropelado", publicado pela Faro Editorial.
Capa de “O Garoto Quase Atropelado”, publicado pela Faro Editorial.

Com narrativa simples e intimista, “O Garoto Quase Atropelado” não serve apenas como uma boa leitura e um simples passatempo, mas consegue com muita facilidade fazer com que o leitor veja o mundo através dos olhos do protagonista, além de servir como um alerta para vários problemas que qualquer pessoa a sua volta possa estar sofrendo.

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Leonardo Drozino
Escritor, redator do MAZE e cupido nas horas vagas.