Um pouco sobre o blu-ray do novo "Quarteto Fantástico" + entrevista com Miles Teller • MAZE // MTV Brasil
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Um pouco sobre o blu-ray do novo “Quarteto Fantástico” + entrevista com Miles Teller

João Batista1656 views

O mais recente reboot de Quarteto Fantástico pode não ter agradado muita gente, mas conseguiu enaltecer ainda mais o trabalho de Miles Teller. Apesar de não ser um novato no cinema, o ator vive atualmente o seu momento, com ótimos blockbusters (A Série Divergente) e até filmes premiados (Whiplash) no currículo – além do longa em questão, onde ele dá vida ao Sr. Fantástico versão 2015.

Como de costume, recebemos esse mês alguns lançamentos da nossa parceira Fox Home Entertainment, e entre eles estava um blu-ray do longa de Josh Trank. Modesto, o disco traz poucos extras relacionados ao processo de produção, conceito artístico e até um featurette bem legal sobre o poder de cada integrante do Quarteto.

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E em abril deste ano, Teller esteve presente em Los Angeles onde concedeu uma entrevista para falar de seu personagem em Quarteto Fantástico, que foi lançado recentemente em dvd, blu-ray e formato digital pela Fox Home Entertaintment. A autenticidade e carisma do cara certamente vai fazer você ver o filme com outros olhos. Confira a entrevista seguir.

ENTREVISTA – MILES TELLER
(Reed Richards, Quarteto Fantástico – 2015)

Onde estavam seus principais pensamentos do personagem de Reed Richards quando você recebeu o papel?

Miles Teller: Ele é um cara muito inteligente, por isso sempre que Reed estava falando sobre física quântica ou bio-engenharia mecânica ou qualquer tipo de matemática complexa, você quer soar como você sabe o que você está falando! Josh me enviou uns livros do tipo “física quântica para leigos”, e eu queria entender o máximo que pude. Tivemos também um supervisor em conjunto para quem eu poderia perguntar coisas do tipo: “Ok, eu sei que eu estou dizendo isso, mas sobre o quê eu estou realmente falando?” […] E então você começa a perceber que [Reed] não é super sociável. Toda a sua viagem através da vida tem sido muito isolada. A única pessoa que meio que entende isso é Ben, de modo que a amizade significa muito para ele. Mas, mesmo lá, por causa de suas obsessões, ele deixa isso de lado um pouco. Então, esses foram alguns dos meus principais pensamentos: você acabou de tentar construir uma pessoa completa, eu acho.

Ele não é muito confiante, mas dá a entender que ele conseguiu sair um pouco dessa concha por causa de Sue Storm.

MT: Sim, ele fica bem confiante uma vez que ele vai para Baxter porque afinal, pela primeira vez, ele está rodeado de pessoas que são iguais a ele. Mas não vamos muito longe com isso: quando Sue fala com ele, é provavelmente a primeira vez que uma garota bonita fala com ele. Ele não é exatamente uma pessoa super confiante!

O que você e Josh Trank conversaram antes de você aceitar o papel?

MT: Isso chega a ser engraçado porque eu estava trabalhando com Michael B. Jordan quando ele descobriu que ele seria Johnny Storm. Eu disse “Que legal, cara. Quem eu posso interpretar?”, então ele disse que eu seria Reed Richards. Eu me encontrei com Josh e ele falou comigo tudo sobre Reed Richards, e eu achei isso incrível porque eu amo interpretar caras que são um pouco introvertidos, e uma vez que esse cara passa por tanta coisa, se torna um líder.

Você já conhecia Michael antes de começarem a gravar. E sobre Jamie Bell?

MT: Jamie é um ótimo ator, eu acompanho ele desde Billy Elliott. Eu amo aquele filme e realmente respeito Jamie como profissional e como pessoa, ele é um cara incrível.

Isso é bom, considerando que vocês passaram bastante tempo juntos.

MT: Sim, é verdade. O legal do Quarteto é que você não precisa sentir o peso de toda uma franquia apenas em seus ombros. Eu sempre prefiro o conjunto, amo trabalhar dessa forma. E não há ego nisso. Seria bem difícil se fosse aquela única estrela e um monte de outras pessoas. Mas não foi assim.

Qual foi o maior desafio que você teve enquanto filmava?

MT: Atuar é barra pesada porque você está vivendo uma pele diferente. Você precisa preencher sua mente completamente com os pensamentos do seu personagem o dia inteiro. Não quero trazer nada da minha vida pessoal para isso, a menos que haja algo que você possa relacionar. A parte mais difícil é permanecer em cena quando leva muito tempo para ajudar a iluminação e tal. Havia também algo muito difícil com os trajes: no começo, estávamos vestidos neles e eles eram quentes para cacete!

O Quarteto Fantástico original dos quadrinhos chegou nos anos 60; eram tempos de exploração espacial. Havia um certo otimismo nisso tudo. Quais temas você acha que puderam ser abordados nessa nova versão?

MT: Descoberta, exploração. Acho que tudo isso estava lá porque acho que são coisas que nunca morrem. Excepto agora que ao invés da Lua, estamos de olho em Marte. Exploração do desconhecido sempre será algo desejável na raça humana. Estamos sempre querendo descobrir o que não sabemos e o que ainda temos que descobrir. Acho que existe algo muito legal sobre o desconhecido, pois sempre parece que temos muito o que descobrir, como as profundezas do oceano ou o espaço. A exploração espacial sempre será interessante, porque tem uma coisa de poder também. Muita coisa nesse filme é sobre lidar com o poder. Eles estão investindo milhões nesse lance quântico somente por poder, o que provavelmente pode levar a guerra, apenas para obter mais controle. Abordamos isso através desses quatro personagens, que estão numa idade nada exausta, com mente aberta e sedentos por esse senso de descoberta e de serem os primeiros. Eles foram ingênuos e esse talvez tenha sido o motivo para terem estragado tudo. Eles acham que são intocáveis, o que é geralmente o problema dessa idade.

O que você acha sobre as as adaptações de histórias em quadrinhos estarem tão predominantes hoje em dia?

MT: Elas expandem gerações. Quando eu fui escalado, eu sabia que esses eram os quadrinhos favoritos do meu pai. E é legal saber que Quarteto Fantástico era do que o meu pai gostava quando era mais novo que eu. Agora é um pai de 60 anos, e seu filho está interpretando o personagem desses quadrinhos. Isso é bem bizarro.

Isso é bem incrível!

MT: Acho que é por isso que os estúdios fazem filmes assim. Eles querem fazer filmes que você possa ver, que seus amigos possam ver, que seus pais possam ver, seus avós… E então você olha para o que Christopher Nolan foi capaz de fazer com Batman. Ele pegou uma franquia super amada que ele acompanhou e fez algo completamente diferente – e isso é legal. Isso traz vida aos personagens, e é uma forma de escapar da realidade. Veja quais tipos de filmes que os estúdios fizeram durante a [Grande] Recessão… Bem, eles pararam de fazer dramas e vieram com esses grandes títulos para que você pudesse apenas assistir e se divertir.


  • Agradecimentos: Fox-Sony Home Entertainment

 

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.