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RESENHA | Doutor Sono não decepciona, apesar de pequenas falhas

Luiz Henrique Oliveira2866 views
RESENHA | Doutor Sono não decepciona, apesar de algumas pequenas falhas

Doutor Sono, novo filme de Mike Flanagan – diretor da série A Maldição da Casa Hill, na Netflix – é uma adaptação do romance escrito em 2013 por Stephen King. Ao mesmo tempo, é uma continuação de O Iluminado, dirigido em 1980 por Stanley Kubrick. Servindo a dois senhores, houve dúvidas se o filme se sairia bem.

RESENHA | Doutor Sono não decepciona, apesar de algumas pequenas falhasA resposta, felizmente, é sim. Doutor Sono consegue pegar emprestado vários elementos do livro escrito por King e manter o espírito tenso de sua escrita, ao mesmo tempo em que emula a direção friamente gótica de Kubrick no clássico do terror oitentista. Dessa forma, consegue agradar a todos sem problemas.

Ewan McGregor interpreta Danny Torrance, filho de Jack e Wendy Torrance (interpretados, em O Iluminado, por Jack Nicholson e Shelley Duvall). Ele cresce amargurado por conta dos eventos que presenciou no Overlook Hotel. Trabalhando como enfermeiro de cuidados paliativos, ele usa seus poderes para acalmar e dar paz às pessoas. No entanto, ele encontra Abra, uma menina que tem os mesmos poderes que ele. Quando ela se torna alvo da gangue de Rose The Hat, que podem ser descritos como vampiros sugadores de almas, ele decide ajudar.

Com personagens cativantes e um enredo soturno, Doutor Sono consegue surpreender. McGregor entrega uma atuação convincente, e a recriação do clima de O Iluminado é feita de forma a respeitar o clássico. Chega a emocionar.

O filme tem seus tropeços, em um terceiro ato que é um verdadeiro fan-service para os fãs do filme de Kubrick e que quebra um pouco o ritmo da narrativa. Mas, no geral, consegue satisfazer a todos e cumprir as expectativas criadas em torno do longa. Vale a pena assistir, seja um fã do livro ou do filme que o precedeu.

Veja a crítica completa:

https://www.youtube.com/watch?v=nbEO_moCLiw

Luiz Henrique Oliveira
Nasceu no interior de São Paulo em 1986 e escreve sobre cinema em blogs desde 2004. Curte drama, comédia e ficção científica, mas ama mesmo O Poderoso Chefão. Tem interesse no mundo geek, em música brasileira e pode ser facilmente confundido com o Chico Bento pelas ruas da capital paulista.