Crítica: Taylor Swift nos leva de volta à "1989" em seu novo álbum • MAZE // MTV Brasil
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Crítica: Taylor Swift nos leva de volta à “1989” em seu novo álbum

João Batista8302 views

Taylor Swift lança no dia 27 desse mês o álbum 1989 e assume de vez nele a sua vocação para a música pop radiofônica – mas de forma não muito genérica e bem interessante.

Desde o início da divulgação do álbum Red, Taylor já havia começado a mostrar indícios de que ela tava afim de sair um pouco (mais) da fórmula pop-country que a consagrou. Ela mostrou bem isso em “We Are Never Getting Back Together” e principalmente em “I Knew You Were Trouble”, onde ela espertamente aproveitou o hype do dubstep. E depois de muitos hits e prêmios, Red acabou servindo como uma ótima preparação de terreno para a era 1989. Mas afinal de contas, como é essa Taylor Swift 100% “””pop””” que muitos estavam tão ansiosos para conhecer?

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Capa de “1989”, quinto álbum de estúdio de Taylor Swift.

“Shake It Off”, carro-chefe do disco, não resume completamente o que podemos conferir nele – apesar de estar um tanto conectado ao universo do cd com seus quês de “Hey Mickey” e seus trompetes – outra tendência da música pop atualmente. Ao invés de pom-pons, o que vemos bastante em 1989 é a sensação de que Taylor foi recentemente escolhida para compor canções originais para a extinta série The Carrie Diaries. O pop retrô aparece bem, seja no fascínio da moça pela Grande Maçã em “Welcome to New York”, na divertidinha “New Romantics” ou até mesmo em doses mais moderadas, como em “Blank Space”. Ah, e podem anotar: não aceito que a divulgação desse cd acabe até que dona Swift lance “Style.” como single.

Para a cota de baladinhas românticas, “All You Had to Do Was Stay” convence bem com seu refrão grudento, enquanto faixas como fucking “Wildest Dreams” e “Wonderland” preenchem o disco pra quem tava com saudade da dor de cotovelo. Aqui nós certamente percebemos que essa vertente nunca deve ser deixada de lado por Taylor, pois ela sempre acerta.

Mas também temos um lado mais ~moderninho~ de Taylor: a interessante “I Know Places” tem uma intro de despertar a curiosidade e não decepcionar quem a ouve até o final. Já “Out Of The Woods”, que também flerta com a pegada retrô do disco, tem produção do Bleachers e foi aprovada o suficiente para ser nomeada como segundo single do álbum. SEGURA ESSE HINO HIPSTER!

Sentiu saudade da “antiga Taylor”? “Bad Blood”, que mais parece uma sobra do Red, tá aí pra isso. Mas se você quer voltar um pouquinho mais, basta imaginar uma versão acústica de “How You Get A Girl” e sentirá como se o Speak Now fosse relançado, e “This Love” também pode servir nesse contexto. Boas ou não, essas três músicas mostram aparentemente que, apesar dessa sua nova roupagem, Taylor sempre terá a essência pela qual todos nós nos apaixonamos lááá no estouro de Fearless.

Ao mesmo tempo que o título 1989 faz referência ao ano do nascimento de Taylor, ele também avisa ao ouvinte para que época aproximadamente ela pretende levá-lo. Uma viagem objetiva e pop na medida certa para que ela fique por um bom tempo em lugares bem confortáveis dos charts. 1989 é alegre, gostoso de ouvir, tem muito material promissor e produções maravilhosas. Indicar para prêmios country que não pode mais, né galera dos Awards? Desapega! Miranda Lambert e Carrie Underwood agradecem.

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João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.