Resenha: Foster the People - "Supermodel" • MAZE // MTV Brasil
MúsicaPostsResenhas

Resenha: Foster the People – “Supermodel”

Leonardo Drozino1 comment1572 views

Parece que foi ontem, mas já faz três anos que o primeiro álbum do Foster the PeopleTorches, foi lançado. Três longos anos que valeram muito a espera: nesse março de 2014 a banda lançou seu segundo álbum de estúdio, Supermodel.

Para quem não conhece muito da banda além dos singles, pode se deparar com uma chocante mudança de sonoridade entre o primeiro e segundo disco. Mas quem é fã, não fica muito surpreso, afinal, a banda sempre levou aos palcos uma versão mais orgânica e instrumentada da sonoridade eletropop dos seus primeiros hits. Contraste, é uma coisa que pode descrever esse álbum conceitual: instrumentais animados e acolhedores, e letras sombrias sobre a ideologia capitalista e a cultura do perfeccionismo.

O álbum é introduzido com perfeição com “Are You What You Want To Be?” mostrando ao ouvinte o que ele encontrará por todo o disco: a perfeita fórmula de uma boa música pop, com elementos de outros estilos musicais.

A produção do disco foi feita em dois passos: primeiro os instrumentais foram compostos e gravados, para depois as letras serem escritas e os vocais gravados. Como resultado, nos deparamos com uma produção grandiosa, diversas camadas de instrumentais e riffs de guitarra e muito overdub em algumas músicas, como “Best Friend”, “Nevermind” e o coral de uma voz de “The Angelic Welcome of Mr. Jones”. Isso significa que as músicas não são muito radiofônicas, apesar dos refrões fortes e até grudentos de algumas faixas.

O ponto alto do disco fica com “Begginer’s Guide to Destroying the Moon” e “Pseudologia Fantastica”, que são músicas impecáveis em todos os aspectos possíveis. Definitivamente grandes apostas para singles (“Pseudologia Fantastica” foi lançada apenas como single promocional). “Best Friend” (terceiro single do disco), “Nevermind” (anteriormente promovida pela banda como o “coração do álbum) e “Cassius Clay’s Pearly Whites” (faixa bônus da versão japonesa) são outras faixas que com certeza merecem atenção do ouvinte.

O ponto fraco do disco fica no primeiro single, “Coming of Age”: apesar da música possuir excelentes riffs e excelente refrão, peca pelos “uuuhs” no final serem praticamente idênticos aos de “Helena Beat”, do álbum anterior.

Supermodel é um disco de revelação da extensão do talento da banda: vocais do Mark Foster, versatilidade da banda em incorporar novos elementos e em mostrar tudo isso com excelência ao vivo. Definitivamente um trabalho grandioso, e recomendado para todo fã de boa música.

Leonardo Drozino
Escritor, redator do MAZE e cupido nas horas vagas.