Resenha: "O Predestinado" • MAZE // MTV Brasil
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Resenha: “O Predestinado”

Sarah Lenievna67 comments20912 views

Ficção científica é um dos poucos gêneros do tipo “ame-o ou odeie-o”. Dificilmente alguém dirá que gosta “mais ou menos” de determinada produção. Nem mesmo os clássicos escapam da divisão de opiniões. Matrix, O Exterminador do Futuro, Alien – sendo este último uma produção de Ridley Scott, considerada uma das melhores do gênero já produzidas – só para citar alguns, são filmes celebrados e cultuados, mas sequer eles conseguiram ser unanimidade entre o público. O Predestinado, 4° filme dos irmãos Michael e Peter Spierig, muito provavelmente também não o será.

O longa tem como protagonistas o ator Ethan Hawke (Dia de Treinamento, Antes da Meia-Noite), que aparece aqui mais como um coadjuvante, e Sarah Snook, que apesar de desconhecida para o grande público, mostra competência ao interpretar uma mulher hermafrodita emocionalmente falida, obrigada a passar por cirurgias que a tornarão um homem. São as cenas que mostram a história de Jane, papel de Sarah, responsáveis por captar a atenção do telespectador e por ajudar a manter a linha de raciocínio de quem assiste o longa. Quando essa cenas acabam, a linha de raciocínio vai junto, pois à partir daí a sensação que fica é a de que os pontos estão desconectados e de que tudo ficou confuso demais para ser entendido.

“Ás vezes, o passado é inevitável”. Essa é a premissa do longa, e uma verdade já explorada outras vezes pelo cinema e pela TV. A série Além da Imaginação mostra isso em alguns momentos, como quando a personagem de Katherine Heigl, durante o episódio O Berço do Mal, tem a oportunidade de voltar no tempo e matar Adolf Hitler ainda bebê e, assim, evitar uma guerra e a morte de milhões de seres humanos. Bem, a situação não termina nada bem e a história segue como a conhecemos. Na obra dos Spierig, Ethan Hawke é um agente atemporal capaz do mesmo, voltar no tempo e evitar desgraças. Ele se disfarça de bartender, afim de conhecer John/Jane, e convencê-lo a voltar no tempo junto com ele para que John mate o homem responsável por ele ter perdido a oportunidade de entrar em uma sociedade secreta de elite após engravidar. O Bartender acredita que o mesmo homem é o psicopata conhecido como Detonador Sussurrante, responsável por matar 11 mil pessoas em 1975, na cidade de Nova York. Ambos tendo em mente o mesmo alvo, se teletransportam para o ano de 1963, ano em que John (ainda como mulher, Jane) conhece o tal homem. Á partir desse momento, inicia-se uma série de idas e voltas no tempo, com saltos de 10, 15, 20 anos para frente e para trás, onde há grandes chances de que o telespectador perca o fio da meada e espere ansiosamente pelo final para que suas dúvidas sejam sanadas. Entretanto, mesmo após o fim do longa, é possível que o mesmo telespectador sinta ou necessidade de assistir ao filme de novo, dessa vez com um novo olhar, ou de simplesmente deixar de lado, devido ao nó na cabeça deixado pelos últimos 40 minutos.

O Predestinado começa bem, mas se perde à partir da metade e faz com que quem assiste se perca junto. Boas atuações, mas desperdiçadas numa história confusa cujo final não compensa as 1:30h de reviravoltas mal explicadas e pontos desconexos.

O filme será lançado no dia 24 de dezembro direto em DVD/Bluray e locação digital, pela Fox-Sony Home Entertainment.

Sarah Lenievna
Amante de rock, cinema e futebol.
  • João

    ”Boas atuações, mas desperdiçadas numa história confusa cujo final não compensa as 1:30h de reviravoltas mal explicadas e pontos desconexos.” Porra, tu deve trampar 20 horas por dia pra falar que esse filme não vale 1:30 da sua vida…

  • Yuri Sales

    ótimo filme gostei muito

  • Francisco Mateus Vasconcelos G

    Acabei de ver o filme e devo dizer o seguinte: minha cara, se você acha que o filme se perde depois da primeira metade acredito que você o assistiu mal e sua linha de raciocínio não foi capaz de acompanhar o enredo. Digo isso, pois a complexidade do tema e do assunto exige um olhar mais aprofundado e menos casual. Esse não é o tipico filme que você assiste com um balde de pipoca de um lado e com o whatsapp do outro enquanto brinca com seu cachorro. Alias, seu julgamento baseado na sua incapacidade de assimilar a história e na sua falta de curiosidade de tentar entender a trama do filme me faz questionar sua posição de crítica de filmes. Creio eu que esse gênero não lhe condiz e peço para que atente a criticar filmes em que voce, no minimo, conseguiu entender a história.

  • Edvaldo da Silva

    Sou fã das suas críticas, mas dessa, não gostei. Os spoillers são excessivos, e tavelz você deva assistir de novo. Essa é a melhor obra de ficção científica dos últimos tempos. Trama coerente, assombrosa, intrigante. Você vai seguindo os cookies que a história te dá, e lá pela metade acha que matou a trama, só para passar a outra metade descobrindo o quanto se enganou, e tendo surpresas aterradoras a cada 5 minutos. Apavorante e sensacional!! Absolutamente recomendável.

    • Lamentamos por não ter agradado dessa vez, Edvaldo. 🙁
      Mas é aquilo, cada um interpreta o filme de uma maneira, né?
      Talvez não tenhamos conseguido “captar” a real mensagem dele. De qualquer forma, agradecemos a visita e seu comentário. Forte abraço!

    • Rafa Silveira

      Concordo demais. É muita viagem numa história só mas ao mesmo tempo é tudo tão coerente. São todos aqueles dilemas de viagem temporal que a gente vê em inúmeras obras exponencializados. Não sei como nunca vi algo desse tipo antes.

    • Predestinacião

      Realmente, esse filme é simplesmente sensacional! Quando eu vejo quanta gente que não entendeu o filme, e ao mesmo tempo, o filme sendo totalmente matemático de tão perfeito, eu fico mais fã ainda desse filme.

      Pra quem não gostou, eu acho realmente, que deveria ver 2, 3, 10, infinitas vezes esse filme, até entender, pq vale muito a pena.

    • Moacyr Ramos

      Concordo plenamente, e acho que bate pau a pau com aminesia e efeito borboleta!!!

    • Gabriel

      *SPOILER*
      Eu sinceramente não gostei tanto também, achei os acontecimentos bem previsíveis, e me espantava os personagens – ou o personagem – não desconfiarem do que estava ocorrendo ou das consequências de seus atos. Foi interessante o fato de parecer não mostrar uma outra realidade evitada que no final parecia ter sido somente sua última missão, talvez arquitetada pelo “chefe” da organização.

      Agora o ponto que mais me incomodou – pelo menos foi o que interpretei – o personagem era pai e mãe dele mesmo, na minha concepção isso é impossível pois é como se ele surgisse espontaneamente no espaço-tempo, que pode ser feita uma analogia com abiogênese. Algo como “ele deveria já existir para gerar ele mesmo”.

      • Sanzio Matheus

        É exatamente por isso que ele é “o Galo”. O próprio filme te explica tudo no começo sem você perceber. Se puder reveja notando os diálogos sobre “o Galo”, que não tem passado, ancestrais, não tem nada, simplesmente foi o primeiro a “surgir”

        • Gabriel

          Sim, eu notei e até gostei do fato da história evidenciar isto. No momento da piada: “quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?” acho que deixa bem claro isso.

          Mas apesar dele expor esse problema a quem está assistindo, na minha cabeça esse surgimento do nada é inaceitável. Já vi outra obra que acontecia algo que dava a entender isso do personagem ser pai dele mesmo – não chegou a ir tão longe e ser pai e mãe haha – mas passado um tempo nesta outra história ele explica que não foi isso que aconteceu.

          Foi interessante o fato do filme mexer com isso, mas acabei ficando incomodado com a afirmação do personagem surgir do nada. Pelo menos é assim que vejo, geração espontânea.

    • Leandro

      Só vim aqui pra concordar contigo. Filmaço!!

  • Eu concordo com o Edvaldo em gênero, número e grau. Foi o melhor filme que eu já vi na vida, e o melhor do ano, na minha opinião. Recomendo, sim! Faz pensar…talvez isso doa em algumas pessoas, mas o tempo gasto vendo o filme valeu cada segundo.

  • Vinicius Mathias

    A parte que eu achei meio ilógico é que o filho que a Jane tem com ela mesma é ela. Pois como que isso ocorreu em uma primeira vez? Ela nasce, ai no futuro tem um filho com ela mesma, mas a criança que nasce nada mais é do que ela mesma? pelo menos foi isso que eu entendi. E essa parte já acho impossível mesmo que viagens no tempo fosse possível.

    • Dante de Souza

      O lance chave está no momento em que o agente ( o líder da organização) recebe os exames do médico que informa que Jane é diferente. Sabendo disso, ele a vê como uma agente rara e extremamente estratégica, pois, já que ela é capaz de engravidar como mulher e fecundar uma mulher como homem, só bastava voltar no tempo para que ela fecundasse ela mesma, pois isso é teoricamente possível, pois ela tem a mesma carga genética, gerando uma cópia exata de si mesma. Mas a chave de tudo é: como isso aconteceu? O filme mostra uma linha do tempo onde Jane já é John e encontra com ela/ele mesmo com um novo rosto. Mas para que isso acontecesse, primeiro ela teria que ter engravidado de qualquer um, pois foi após o parto que seus ovários e útero foram removidos e a cirurgia de reabilitação de sexo foi realizada. Com Jane se tornando John pela primeira vez, este volta no tempo e se apaixona por si mesma engravidando Jane pela primeira vez. Esse John que engravida Jane salta no tempo e e Jane fica desconsolada. Com isso naturalmente o ciclo se reinicia pois a Jane grávida vai inevitavelmente se tornar John apos o parto. O primeiro John, luta contra o terrorista e tem seu rosto queimado, aguardando a recuperação e o implante de rosto. No final explica como a filha dela foi roubada e descobrimos também pq Jane foi parar num orfanato. O filme não mostra pq não é relevante, mas fica implícito e subtendido que a primeira versão de Jane pode ter vindo de qualquer lugar. O que a torna especial é a sua condição biológica, já explicada aqui. O orfanato tem uma função fundamental para deixá-lá focada e sem laços. Por isso a agência já a observava desde o início. Essa parte é simples e já dá pra sacar quando ela descobre que ela mesma foi o seu “hertbraker”, mas o mais foda é quando vc descobre que os efeitos colaterais de insanidade e paranóia causados pelo uso abusivos de saltos no tempo, transformaram Jane no grande vilão do filme.

      • Vinicius Ramos

        O mais interessante é q eles sabiam q essa seria a maior dúvida do filme: Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Uma pergunta q vira a própria resposta. Show!!!!

        • annimasola2

          bem observado…

        • Vinicius de Menezes Moraes

          Valeu cara, você me ajudou a matar a xarada! hahahaha

      • Warley Marques

        “Mas para que isso acontecesse, primeiro ela teria que ter engravidado de qualquer um…”

        Essa parte que vc disse, ficou confusa pra mim, pq ela não poderia ter engravidado de qualquer um, pela primeira vez. Se fosse qualquer um, ela não teria a memória de uma pessoa super compatível com ela, q completava até os pensamentos(ela falando dela/e mesma/o), qdo se esbarraram pela primeira vez, ou seja, entendi que a primeira e única vez que ela engravidou foi dela/e mesma/o. Sendo assim, fico com o mesmo pensamento, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?! hahahah ??????????????? #confuso

        • Márcio Maciel Tatuí

          A explicação é que ninguem existe, a galinha botou o proprio ovo que ela nasceu

        • Boicote Ja

          Eu entendo q ela foi feita por duas pessoas diferentes mais ai depois sabendo da sua situação alguem da um jeito de ela transar com ela mesma pra fazer um clone dela mesma pra voltar no tempo e refazer seu passado sei la eu acho isso com certeza teve um marco zero do seu nascimento q dpois com viagens no tempo colocou o seu nascimento num loop ai , eu acho isso sei la muito confuso esses filme so os criadores q podiam falar o ponto de vista porque ela podia ser tambem gerada por laboratorio e ficado hemafrodita e depois criarem esse passado ai pra ela esse filme abre muitas logicas q podem ser possivel e isso é so uma delas do loop muito complexo esse filme kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

          • joelson lima de oliveira olive

            Não acho . Se fosse assim, quando ela fosse gerada por si mesma, o resultado seria outra pessoa. Sempre foi daquele jeito.

      • Filipe Marciano

        Que análise foda!

      • Foi bem isso que eu pensei Dante de Souza, só fui ver o filme hoje, muito foda.

      • joelson lima de oliveira olive

        É um paradoxo. Não acho q o lider pudesse impedir ele.

    • Luciano Alcides

      O Paradoxo da Predestinação (também chamado de ciclo causal ou ciclo da
      causalidade, e não muito frequentemente, ciclo fechado ou ciclo do tempo
      fechado), é o paradoxo da viagem no tempo que muitas vezes é usado como
      uma convenção de ficção científica. Ele existe quando um viajante do
      tempo é pego em um ciclo de eventos que “predestina”
      ou “antecede” ele ou ela (O “viajante”) para viajar de volta no tempo.
      Devido a possibilidade de influenciar o passado enquanto viaja no tempo,
      uma forma de explicar por que a história não muda, é dizendo que, o que
      aconteceu pode acontecer. Isso quer dizer que viajantes do tempo
      tentando alterar o passado, neste modelo, intencionalmente ou não, só
      deveria cumprir o seu papel na criação da história como a conhecemos e
      não mudar ela, ou os viajantes já teriam em seu conhecimento pessoal da
      história, as futuras viagens deles nas suas experiencias do passado.
      (Para o princípio de autoconsistência de Novikov).

      Em outras palavras: Viajantes do tempo estão no passado, o que exige
      que eles estavam no passado antes. Por isso, sua presença é vital para o
      futuro, e eles fazem algo para garantir que o futuro ocorra da mesma
      forma que eles se lembram. Ele está muito relacionado com o paradoxo ontológico, e normalmente ocorrem ao mesmo tempo.

      Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_da_predestinação/

    • Fellipe lopes

      também percebi isso. essa viagem dela/dele cai em looping infinito. mas acho q o bebê deveria nascer de outros pais sem ser ela mesma. acho q isso acabou com o sentido do filme, porque simplesmente essa parte não tem lógica.

      • joelson lima de oliveira olive

        Um clone de si mesmo.

  • Dante de Souza

    Simplesmente fantástico. Sempre gostei de filmes intrigantes. Alguns são tão intrigantes que dá pra perceber quando o roteirista se perde um pouco. Mas definitivamente este não é o caso. ” O predestinado ” é um filme de alto nível e não deixa pontas soltas. Tá tudo lá. Como Jane foi parar no orfanato, como Jane vira John, como ela engravida a si mesma gerando uma copia exata devido a mesma carga genética, etc.
    Esse filme é tão foda que ele deixa várias informações na sua mente, informações que não estão no filme, ex: Como John vai até Jane pela primeira vez? Para que isso acontecesse, Jane só precisaria ter engravidado de qualquer um, pois ela só se torna John depois do parto, e é a cirurgia pós parto que remove seus ovários e útero a tornando um homem saudável e fértil. Com isso bastava um salto para iniciar o ciclo que o filme mostra: John engravidando Jane, Jane sendo roubada no berçário e deixada no orfanato, etc. Isso não é spoiler, acreditem. Só assisti uma vez, mas assistiria de novo essa obra de arte. Vale a pena, caras.

    • Warley Marques

      Eu entendi que a Jane não engravidou de qualquer um. Ela, logo qdo conta sua história para o agente temporal(ela mesma/o), faz referência ao encontro com ela mesma. O filme não da margem pra gente entender que ela engravidou, primeiramente, de qualquer um pra depois passar pelas cirurgias e, a partir daí, se encontrar com ela mesma. Acho que foi a única ponta solta que vi, se eu não estiver viajando nos pensamentos… h?ahah?ahha?? rsrsrs

      • Marcelo

        Não! Quando a Jane/John volta no tempo ela olha na cara do cara que ela se apaixonou a primeira vez, não era ela mesma. Então na primeira vez ela não engravidou dela mesma.

        • joelson lima de oliveira olive

          Ela não gostava de se olhar em espelhos depois da cirurgia e ate antes.Lembra?Engravidou sim, pois é uma copia de si mesma.Foi a primeira vez q ela gostou de seu rosto.

          • Kah Borel

            Ela engravidou dela mesmo na primeira vez. Tem uma parte que ela fala que não gostava de se olhar no espelho e quando o fazia lembrava-se do cara que a deixou

  • Mauro M

    No fundo de tudo apenas uma forma do personagem de Etan escapar e se livrar de sua propria desgraça. Filme fraco, “nosense ” confuso e que causa interpretações ” inteligentes ” apenas por boa vontade de quem assiste; por outro lado, as atuações dignas,sim, isso dá um ” up ” no filme, nos fazendo esquecer ate mesmo os outros que servem de “escada”.
    A estória é realmente confusa em que mais parece uma ” suruba temporal ” que no final só resolve o problema do personagem principal.

    • Cristiano

      É como já foi dito na critica :”Ficção científica é um dos poucos gêneros
      do tipo “ame-o ou odeie-o”. Dificilmente alguém dirá que gosta “mais ou
      menos” de determinada produção.”Eu particularmente amei o filme e adoro obras assim, como Efeito Borboleta(só o primeiro) e Lunar.Acho muito melhor do que estes filmes hollywoodianos que já vem com tudo mastigado e digerido pra cima do telespectador e não deixa margem para o pensamento critico.

      • joelson lima de oliveira olive

        Perfeito. O público de hoje odeia pensar muito.

    • joelson lima de oliveira olive

      Muito pelo contrário, ele abraçou sua dor e seu destino.Assista novamente.

  • Joab Henrique

    concordo, ñ da pra entender tudo ao certo, acabei de ver o filme e tive q ver d novo, acho q vcs pensam q entenderam o filme, mas é impassivel, não tem logica…..

    • Marcelo

      Não desanime tente outra vez!

    • joelson lima de oliveira olive

      Tem sim.

  • Eric M. Souza

    Crítica de quem nem deve saber de onde veio o enredo – ao menos sequer citou o autor do conto original.

  • A vida nunca dá toda as respostas que queremos, Quem veio primeiro o ovo ou a galinha? Como a vida surgiu? Qual o sentido dela? O filme tbm deixas essas mesmas questões.

    Tudo aquilo acontece (voltar no tempo, engravidar a Jane, entregar o bebê) era para o personagem do Ethan Hawke ter mais uma chance de pegar oTerrorista Tolo, pois a agencia o abrigou a se aposentar. A única forma de ter mais essa chance era fazer a jovem Jane do passado viver todo aquele sofrimento até se tornar no melhor agente temporal (Ethan Hawke), pq ele tbm passou por isso.

    Ou seja, esse é o destino dele, o OBJETIVO, ele é PREDESTINADO. Eu posso até ver uma certa mensagem nesse filme: Todos nós precisamos de objetivos para poder correr atrás. Se não tivéssemos sonhos e/ou objetivos, a vida não seria vivida de verdade.

    Quando vc não tem nada a almejar vc fica largado sem vida, vazio (como a Jane
    do bar).

  • Fabricio

    Esse filme deu tilt no meu cérebro, precisei assoprar a fita kkk. Muito bom filme!

  • Pedro

    Acabei de ver o filme e entendi de primeira mas ficou duas observações:

    1º toda a historia ocorreu enquanto ele estava ouvindo a fita?
    (Vide ultimas cenas do filme, ele segurando a cabeça com o toca fita rodando)

    2º Por que os atentados não foi encaixados no filmes?
    Poderia ter espichado mais 30 min e mostrado as execuções dos mesmos.
    No final a reviravolta seria maior ainda.
    hehehe

    Ótimo filme.

    • joelson lima de oliveira olive

      Nem precisa.

  • Dennys Vilhena

    Tudo em uma só pessoa. Os personagens principais ficam em uma ciranda eterna, buscando ajustes que nunca vão se consolidar. Há passagens que afirmam isso, como a teoria de quem veio primeiro, se o ovo ou a galinha, ou de que o passado é inevitável. Não há uma ponta ou fim da história, pois só há fim de um ciclo para reiniciar outro exatamente igual. Quem mata a si mesmo, não vai se tornar o mesmo no futuro? A agente novata não vai sofrer a mesma explosão no rosto e modificar para o de homem? Tudo é um eterno giro, pois toda trama está centrada na mesma pessoa. Looper usa o mesmo argumento, portanto, não julguem se é brilhante ou totalmente desconexo, afinal, e se tudo que fazemos nesta vida não é para voltar ao mesmo ponto inicial? A inexistência?

    • joelson lima de oliveira olive

      Looper chega a alterar o futuro p gerar um final feliz.

  • Marcelo

    Não concordo com a crítica se perder e não entender um filme é normal acontece. Agora não entender e por a culpa no filme aí não dá!

  • Eliel Santos

    Esse filme foi feito pra passar a idéia de que nem tudo tem uma explicação lógica, na verdade, o ser humano ainda não conseguiu uma solução do que é o tempo. Se pensarmos que o tempo não tem início e nem fim. Em resumo, não dá pra saber o que veio antes do “antes” e nem o que virá depois do “depois”, pois sempre haverá um antes ou depois de ambos!

    • joelson lima de oliveira olive

      O problema é q eles podem quebrar a causalidade o q gera paradoxos.

  • Joshée Zoroastro Zarathustra

    Ficção científica é muito condicional ao quanto nossa mente está familiarizada com certos conceitos e teorias… a mesma obra pode ser entendida (dentro de seu paradoxo) por uns e não entendida por outros que podem (como já diz a crítica) “amar” ou “odiar” o que foi apresentado. Acho incrível como tem alguns que não entenderam, mas tentam FINGIR que não gostaram por ter entendido! Ainda têm os intelectualmente mais humildes: mesmo não entendendo, percebem E ASSUMEM que a deficiência deve estar nele mesmo, e não na obra. É assim com o cinema e com as artes em geral. Para entender ou apreciar é preciso estar treinado naquilo. Um carioca como eu, por ex., que só adquiriu e absorveu a subcultura do funk, jamais poderá apreciar a sensibilidade das notas de uma sinfonia… pra ele é apenas ruído, sequer percebe-a como música! A não ser, é claro, que seja EDUCADO naquela arte. E isso, meus amigos, leva tempo, muito tempo. Dificilmente uma pessoa pode passar por uma reeducação cultural completa no espaço de uma única existência cármica. Sabemos e vemos isso.

    • joelson lima de oliveira olive

      Sim, também depende da bagagem cultural de cada um.Mas tem o oposto, quando não faz mesmo sentido e por fanatismo as pessoas criam um milhão de teorias p justificar(Lost por exemplo).

  • joelson lima de oliveira olive

    Primeiro:os filmes citados são unanimidades sim,estão entre os maiores sucesso do cinema. Claro q nem todo mundo gosta,mas é certo q a maioria sim.Segundo, diferente de algumas produções com viagem no tempo(como as continuações do Exterminador por exemplo ou o atual seriado do Flash) a premissa do roteiro é defendida do começo ao fim.Basicamente existem duas possibilidades nesse tipo de filme:voce pode alterar o passado e nesse caso gerar outro universo(destruindo ou não o anterior q pode apenas ficar inacessível ao viajante) ou não pode alterar e nesse caso ficar preso num loop de causa e efeito.De Volta Para o Futuro e o primeiro Exterminador são exemplos do primeiro caso.Doze Macacos do segundo.O filme adota o segundo e tem um personagem gerado num paradoxo.Portanto, o filme é coerente se você aceitar a premissa, não é confuso.

  • Rebeca Lagonegro

    Amei. Amei como ela/ele abraçam o seu destino e tem que lhe dar com as próprias dores. Para mim o ponto chave foi na hora em que ele encontra o “terrorista” implantando a bomba e lutam. Percebi mesmo porte físico e jeito de lutar, percebi também queo Ethan era o John na hora em que ele vê o John e a Jane juntos, e confirmei na hora em que ele se vê com o rosto queimado e leva a máquina do tempo até as mãos do John (caido no chão) atuação incrível, como se soubesse exatamente a dor (e sabia). Filme loucamente extraordinário.

    • Marcos Gallago

      Sim Rebeca, o filme é muito fascinante, só achei muito mastigadinho e com muitos diálogos (explicativos diga-se de passagem). O curioso é a tal agência para recrutamento de pessoas extraordinárias, não sentiu um toque “futurista” visto pela galera dos anos 50/60? Ali quem influencia a procura pela pessoa (especial) é o Sr Robertson…isso dá um nó na cabeça…

  • Marcos Gallago

    Não se enganem meus caros, esse filme tem muitas pistas falsas e é isso que o faz aparentemente confuso, não se apegue a elas. O grande nó fica mesmo em 1- saber a verdadeira identidade dos viajantes no tempo (isso não fica muito claro quando um tal de Sr. Robertson aparece de vez em quando) e 2- O verdadeiro objetivo das viagens no tempo ou melhor a motivação, tem um pisata na fala do Sr. Robertson a (Ethan) que diz: “você é uma dádiva que deixará as sementes para o futuro”. Desculpem pelos spoillers mas quero propor uma discussão sobre o tema central desse simples mas interessante ensaio sobre viagem, no tempo meu tema predileto em ficção científica.

  • X1301120415

    Cara! Crítica não pode ter spoiler!

  • Joelson Soares de Carvalho

    errou feio na critica, essa produçao é digna de um genio, o modo como a historia foi estruturada merecia os maiores premio do cinema. se vc nao entendeu entao assista denovo porque eu entendi

  • annimasola2

    gostei do filme, bastante intrigante…me perdi tb e preciso assistir novamente…acho que o nó que dá na cabeça da gente é proposital, pois não tem como não assistir de novo…

  • annimasola2

    adorei os coments, principalmente a lógica de Dante que defende que o mote do filme está qd o agente chefe descobre que a garota tem dois sexos e que seria possível recrutá-la para matar o terrorista…ai inicia todo o looping (?) da jane virando jhon, que fazem um filho e que se tornará ela mesma…vou ver de novo…rsrsrsrs

  • Márcio Dias

    Talvez o objetivo do filme seja esse: causar confusão e no final não deixar qualquer margem para um consenso comum. É um filme confuso, cheio de saltos temporais sem explicação… No final, aquele lance das cicatrizes do Ethan Hawke iguais à da Sarah Snook torna a trama mais sem pé nem cabeça. Conforme o escrito no início do artigo, não achei “mais ou menos”: não gostei.

  • Moacyr Ramos

    Só uma duvida quem me responde, o bebe que era ela e depois virou ele, se ele não tivesse voltado como ele mesmo nasceria ou como o bebe nasceu se ele não existia ??????????????????????????????????????kkkkkkkkk

  • Vinicius Fortuna

    Concordo que os saltos no tempo poderiam ser mais detalhados e que pode ser que fique confuso, mas o filme é ótimo.

  • Danilo Leão

    Tem gente que diz que o chefe da organização também é a Jane…Será???? acho que não!

  • Vinicius Santos

    Filme sensacional onde tudo se encaixa. Já virou um dos meus filmes preferidos com essa temática.

  • Rodjhay Produtor

    Pra entender melhor eu achei um rapaz explicando esse quebra-cabeça .no link abaixo
    https://www.htforum.com/forum/threads/explicacao-alternativa-filme-o-predestinado.246002/

  • Déco Rodrigues

    sinceramente o pior filme que eu assisti na vida…