Crítica: "Motion", o novo álbum do Calvin Harris que promete não te deixar parado • MAZE // MTV Brasil
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Crítica: “Motion”, o novo álbum do Calvin Harris que promete não te deixar parado

Leonardo Drozino2741 views
Capa de "Motion" / Sony Music (2014)
Capa de “Motion” / Sony Music (2014)

Na última década, o DJ escocês Calvin Harris se consolidou como um dos nomes mais importantes da música eletrônica da atualidade, oferecendo trabalhos de ótima qualidade ao longo de sua relativamente curta discografia e contribuições para artistas como Kylie Minogue, Sophie Ellis-Bextor, Ellie Goulding, Rihanna entre outros. E pouco menos de dois anos depois de entregar ao mundo o bem sucedido “18 Months”, o artista nos apresenta o seu quarto álbum de estúdio, “Motion”. Precedido pelos hits “Under Control”, em parceria com Alesso e a banda britânica Hurts, e “Summer” – que conta com vocais do próprio Harris -, era de se esperar que o quarto disco do DJ fosse um trabalho no mínimo interessante. O que de fato, é. A sonoridade do “Motion” apesar de ainda ser bem radiofônica, é um pouco mais suave e refinada do que a apresentada em seus álbuns anteriores.

O disco é introduzido por “Faith”, uma das duas músicas do álbum a contar com os vocais cálidos do produtor. A música exemplifica bem o que iremos encontrar ao longo das próximas quatorze faixas: um bom synthpop capaz de preencher grandes ambientes com muita facilidade.  Em seguida, o ouvinte é tomado pelo ritmo das já conhecidas “Under Control”, “Blame”, a instrumental “Slow Acid” – que recebeu um curioso videoclipe, poucas semanas atrás -,  a excelente “Love Now”, em parceria com o trio All About She e o single “Outside”, em contribuição com Ellie Goulding, que promete ser um dos singles mais bem sucedidos do ano.


Na segunda metade do álbum, é que temos as melhores faixas do disco. Uma delas, é a nova parceria com a dupla Hurts, que é surpreendentemente uma baladinha. “Ecstasy“, é acompanhada apenas de alguns sintetizadores e vocais belíssimos do vocalista Theo Hutchcraft, a canção serve como “descanso” para o que ainda está por vir. Outra das melhores, “Pray To God”, é uma impecável parceria com as irmãs HAIM. A música quando lançada como single sem dúvida será um hit. Com refrão simples e belo, a canção é capaz de arrastar multidões.Em sequência, temos “Open Wide”, parceria com o rapper Big Sean e que na verdade se trata de uma versão vocalizada da instrumental “C.U.B.A.”, divulgada anteriormente por Calvin, e que também serve como b-side do single “Blame”.

Próximo do fim do disco, temos uma inusitada parceria com a lendária vocalista do No Doubt, Gwen Stefani. Intitulada “Together”, a canção é um dance-pop suave que se acomodou facilmente com a voz da artista.

Motion”, é sem dúvida um grande destaque na indústria musical do ano. Coeso e coerente do início até o fim, o disco mostra a capacidade que o DJ e produtor Calvin Harris tem de oferecer músicas de ótima qualidade e acessíveis ao público. O álbum cumpre com a proposta que o título indica: impossível ficar parado.

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Leonardo Drozino
Escritor, redator do MAZE e cupido nas horas vagas.