Crítica: 'Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1' é dramático e brilhante • MAZE // MTV Brasil
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Crítica: ‘Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1’ é dramático e brilhante

Gustavo Mata1 comment1109 views

Quando chegou aos cinemas, isso em um não tão distante março de 2012, Jogos Vorazes encantou uma multidão de fãs e críticos pela sua história bem arquitetada, um romantismo na medida certa (em certos momentos meio exagerado, mas enfim) e todo um quê político e social por trás da história. Pois bem: com o sucesso quase imediato da produção (que arrecadou quase 700 milhões de dólares durante sua exibição), a Lionsgate logo encomendou a sequência para o longa, que chegou aos cinemas em novembro do ano passado.

E foi aí que tudo mudou: se em Jogos Vorazes a história ainda soava doce e teen demais para alguns, Em Chamas veio com sede ao pote e deixou o público e a crítica estarrecidos com a maturidade da sequência, trazendo um elenco mais preparado, um roteiro mais complexo e uma produção mais elaborada. Isso se deu, principalmente, pela troca que houve na direção. Com Francis Lawrence atrás das câmeras, a saga tomou novos rumos e os produtores miraram muito mais em apenas “agradar os fãs”, mas sim em surpreender estes e trazer um novo público aos cinemas.

E com ‘A Esperança – Parte 1‘, nada seria diferente. A convite da Paris Filmes, assistimos ao filme na manhã de hoje (18) e já te adiantamos: sim, é fantástico! Seguindo a linha de produção de Em Chamas, ‘Mockingjay’ (seu título original em inglês) chega com novos ares e se mostra bem diferente dos seus antecessores. O diferencial do filme se dá na dramaticidade e a tensão que predominam durante suas duas horas de duração, que passam em um piscar de olhos e deixam o telespectador ansiando pelo capítulo final do filme.

Por mais que pareça óbvio, não há nada mais encantador e magnífico no filme do que Jennifer Lawrence. A atriz se mostra ainda mais preparada e digna de todos os elogios que recebeu durante os últimos anos, provando-se uma artista eclética e eficiente. Ela chora, ri, grita, faz escândalo, se irrita (e como) e consegue transmitir e convencer perfeitamente o público. É difícil imaginar qualquer outra mulher tomando seu papel na saga e não é exagero dizer que ela carrega toda a produção nas costas.

Aliás, talvez esse seja o ponto mais plausível de A Esperança: o elenco inteiro se mostrou apto para seus papéis. Josh Hutcherson pouco aparece, mas mostra uma evolução tremenda e chega até a assustar com as mudanças de humor repentinas de Peeta; Elizabeth Banks arranca sorrisos de todos em suas poucas aparições, que já são o suficiente para deixar todos com saudades dos exageros e loucuras da Effie.

Julianne Moore, estreante na história, dá vida a uma gélida (oi, Frozen) Presidenta Alma Coin, que vai se mostrando menos articuladora e cativa o público ao decorrer do longa. A atriz não precisa provar nada pra ninguém, mas mesmo com quase 30 anos de carreira ainda surpreende pela sua versatilidade e carisma. Natalie Dormer é outra que enche os olhos do público, mesmo em um papel secundário e de pouca importância (até agora rs), a atriz dá vida à meiga e paciente Cressida.

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 é uma boa adaptação e ponto. Não é surpreendentemente animador e agitado como Em Chamas, mas passa longe do romantismo um tanto bobo de Jogos Vorazes. O filme é um prato cheio para os fãs e admiradores da saga de Suzanne Collins e se mostra um bom aperitivo para o fim de uma das sagas mais interessantes lançadas nos últimos anos. Tenso, dramático e muito bem executado, é uma película merecedora do seu ingresso e tempo. O time de produção e o elenco podem se tranquilizar, o dever foi cumprido e agora nos resta aguardar o lançamento do desfecho definitivo dessa saga brilhante. E que a sorte esteja sempre ao seu lado.

Ah, a estreia oficial do filme está marcada para esta quarta-feira, dia 19. E não tem desculpa para deixar de assisti-lo: A Esperança entra em exibição em mais de 1300 salas de todo o país!

Gustavo Mata
Aspirante a escritor e amante da cultura pop, viciado em séries, filmes ruins e Britney Spears.