Crítica: "Ghost Stories", novo álbum do Coldplay • MAZE // MTV Brasil
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Crítica: “Ghost Stories”, novo álbum do Coldplay

Leonardo Drozino1868 views
critica de ghost stories, novo álbum da banda coldplay

Ghost Stories. É quase impossível não ser atraído pelo título, e ter vontade de se aventurar nas histórias narradas ao longo do álbum. As composições, inspiradas pelo recente divórcio do vocalista Chris Martin, são muito interessantes. As letras não chegam a ser melosas ou clichês de mais, mas sim, românticas e tristes em uma medida suportável de acompanhar. A banda nunca decepcionou em suas composições, e não é em “Ghost Stories” que eles farão isso. Os fãs mais duvidosos em relação a esse trabalho, podem ficar felizes ao saber que isso não mudou.

capa de ghost stories, novo álbum do Coldplay
Capa de “Ghost Stories”, novo álbum do Coldplay. (Atlantic Records)

As músicas, por alto, não se diferenciam muito dos registros anteriores, mas se analisadas a fundo com muita atenção, crescem aos poucos e surpreendem pela simplicidade e delicadeza da forma como se destacam. Incorporando elementos de música eletrônica suavemente ao longo das faixas, mais notável em “Midnight” – primeiro single divulgado, e melhor faixa do registro -, o álbum explode completamente quando finalmente alcança “A Sky Full of Stars”. A música, meramente genérica e que poderia muito bem fazer parte de um álbum do Avicii (que, por sinal, é o produtor da faixa), revela que a banda pode muito bem sair radicalmente da sua zona de conforto (a faixa é a primeira dance da banda) e incorporar outros estilos musicais em seu repertório com muita facilidade. Era de se esperar que cedo ou tarde eles apostariam nesse tipo de sonoridade: o álbum anterior da banda, Mylo Xyloto, possuia um conceito visual e singles que já flertavam vagamente com a cultura pop.

Com produção generosamente focada nos detalhes, belos vocais e instrumentação, a sonoridade não chega a ser convidativa logo de cara, por isso, o álbum deve ser ouvido com muita atenção. Nas primeiras audições, pode facilmente ser considerado “horrível” pelo ouvinte, mas no fim, pode se tornar “excelente”, o que de fato é.

Colaboração: Leonardo Drozino
Leonardo Drozino
Escritor, redator do MAZE e cupido nas horas vagas.