Crítica: A magia de "Caminhos da Floresta" não encanta até o fim • MAZE // MTV Brasil
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Crítica: A magia de “Caminhos da Floresta” não encanta até o fim

Thierry Santos1 comment2466 views

O diretor Rob Marshall já lançou filmes que marcaram positivamente o cinema internacional, tais como Chicago e Memórias de uma Gueixa. Recentemente, o cara dirigiu Caminhos da Floresta, adaptação cinematográfica de um musical da Broadway. Lançado neste ano pela Walt Disney Studios, o filme é elencado por Meryl Streep, James Corden, Emily Blunt, Anna Kendrick, Chris Pine, Johnny Depp, MacKenzie Mauzy e Christine Baranski.

No longa-metragem, James Corden interpreta o Padeiro, enquanto Emily Blunt atua como sua esposa. A Bruxa velha e má, que é incorporada por Meryl Streep, revela ter jogado uma maldição de infertilização no casal, após ter flagrado o pai do Padeiro roubando seus feijões mágicos. Contudo, a Bruxa diz que pode reverter a situação caso ganhe alguns itens que fazem referência a clássicos personagens dos contos de fadas: João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e Cinderela.

critica-caminhos-da-floresta-into-the-woods-maze-blog-poster-nacionalUm dos pontos favoráveis do filme é de fato a interpretação de Meryl Streep que se destaca no papel da Bruxa. Além dela, Johnny Deep manda super bem durante os poucos minutos em que aparece como o Lobo Mau. Teria sido muito melhor se a cena em que o Lobo se passa pela Vovó não causasse tanta estranheza, estragando um momento tão clássico dos contos maravilhosos. Ao contrário de Meryl e Johnny, James Corden não convence em sua atuação – talvez tivesse mandado bem em outro papel, como, por exemplo, no do Lobo.  

Contudo, o grande defeito de Caminhos da Floresta não está no elenco, na fotografia, muito menos em sua edição. Está no roteiro. A partir do segundo ato, o longa nos apresenta a Gigante que foi enganada por João, e que agora quer matá-lo. Quando alguns personagens tentam fugir da Gigante ou caçá-la, a velocidade do filme diminui drasticamente, e todo o encantamento do filme se submerge. Além disso, as performances musicais que agradam na primeira parte, também perdem a magia.

Se o filme terminasse na metade, o encontro entre os protagonistas poderia resultar em uma película mediana. Mas, no final, a reunião dos personagens parece ser a única desculpa para terem realizado Caminhos da Floresta, filme que não se esforça para prender a atenção do telespectador durante uma segunda parte longa e cansativa. Rob Mashall pode até ter ficado satisfeito com o resultado desse trabalho, mas nós não. Agora, nos resta esperar para que, na próxima vez, o diretor possa nos trazer um filme com mais encanto, magia e brilho, do modo que esses clássicos personagens merecem, uma vez que nos encantaram há anos e continuam fazendo parte da imaginação das crianças do mundo todo.