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Calor e nostalgia marcam a apresentação do Garbage no Rio de Janeiro

João Batista1426 views

O Garbage fez o Circo Voador pegar fogo na noite de ontem. Apesar da fraca chuva, o calor carioca tomou conta da arena. Mas o que aqueceu mesmo o lugar foi a energia da banda que tocou para um público muito animado por uma hora e meia.

Embora a temperatura carioca estivesse altíssima, isso não foi desculpa para desânimo. Com ingressos esgotados, era visível a ansiedade dos fãs para a entrada de Shirley e companhia no palco.

É quase impossível de acreditar que depois de tantos anos de carreira, ontem foi a primeira vez que o Garbage tocou ao vivo em solo carioca. O grupo já tinha se apresentado em no brasil em 2012, no Festival Planeta Terra, em São Paulo.

Bastou Shirley entrar no palco para que o Circo Voador entrasse em estado hipnótico e se transformasse em uma só voz. Começou por “Supervixen”, do álbum autointitulado. Embora animado, o público parecia em transe. Foi quando começou “I think I’m Paranoid”, a segunda música do set, que o circo ferveu pra valer. Era real, o Garbage tava ali, começando uma noite inesquecível.

Rio de Janeiro, 11/12/2016 – ZIMEL – Show do Garbage no Circo Voador. Foto: Lucas Tavares

O setlist de vinte e duas músicas estava recheado de clássicos, que intercalou com algumas do disco mais recente, Strange Little Bird, lançado esse ano.

Logo na primeira fala, Shirley fez questão de dizer o quanto estava esperando por aquele show. Disse que nem ela acreditava que nunca haviam tocado no Rio de Janeiro, apesar da ótima fama que os cariocas tem, quando se trata de receptividade. Comentou que passeou pela cidade de carro e a achou muito linda.

Em seguida, quando começou a cantar a canção seguinte, houve algum problema técnico que a fez gritar com o roadies, banda e quem mais estivesse no palco. Pediu pra recomeçar a música. No fim, se acalmou e pediu desculpas ao público “Levo meu trabalho muito à sério” justificou.

Pediu um minuto de pausa para os reajustes e nesse meio tempo comentou do calor que fazia. “Da onde eu vim, isso é muito extremo. Farei o meu melhor, mas não posso prometer nada”, brincou.

O destaque da noite foi para a música “Why Do You Love Me”. Shirley estava no seu ápice performático, e o público correspondendo e cantando cada palavra.

“Push it” encerrou a parte oficial da apresentação. Não muito depois, eles sobem ao palco de novo, para o BIS. “Empty”, uma música do disco novo, foi cantada em coro, mostrando que, embora seja uma banda que teve seu ápice nos anos 90, suas músicas continuam nos conquistando.

“Cherry Lips” foi a cereja do bolo (sem trocadilhos rs) para encerrar uma noite tão marcante para quem estava ali.

Mesmo sem a presença de Butch Vig – o baterista está com problemas de saúde e não embarcou no Brasil para a turnê – a banda fez um concerto memorável e mostrou que o rock continua vivo. Muito vivo.

Rio de Janeiro, 11/12/2016 – ZIMEL – Show do Garbage no Circo Voador. Foto: Lucas Tavares

Veja o setlist completo:

  • Supervixen
  • I Think I’m Paranoid
  • Stupid Girl
  • Automatic Systematic Habit
  • Blood for Poppies
  • The Trick Is to Keep Breathing
  • Sex Is Not the Enemy
  • Blackout
  • Magnetized
  • Special
  • #1 Crush
  • Even Though Our Love Is Doomed
  • Why Do You Love Me
  • Night Drive Loneliness
  • Bleed Like Me
  • Shut Your Mouth
  • Vow
  • Only Happy When It Rains
  • Push It
  • Queer
  • Empty
  • Cherry Lips (Go Baby Go!)

Texto: Tatyane Larrubia | Fotos: Lucas Tavares

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.