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“Dangerous Woman Tour”: Ariana Grande entrega um show pop que o Rio estava precisando

João Batista559 views

Já fazia um tempinho que o Rio de Janeiro não recebia um bom show pop. Com exceção das atrações trazidas pelo Rock In Rio, por exemplo, a Cidade Maravilhosa estava sedenta por um atração energética, com coreografias decoradas e letras na ponta da língua. Felizmente, Ariana Grande sanou nossa necessidade com sua “Dangerous Woman Tour”. E a convite do Midiorama, fomos lá conferir o show da Perigosa!

Quem aqueceu o público no frio 29 de junho foi a americana Sabrina Carpenter, que apesar de não ser muito conhecida por aqui, conseguiu conquistar o público com muito carisma em um show bem curtinho que foi finalizado pelo seu maior hit, “Thumbs”.

Foto: Gustavo Bresciani

Sem passar muito das 21h, após o público dançar muito ao som dos hits que estavam tocando na Jeunesse Arena, as luzes se apagaram e Ariana apareceu num telão “se preparando” para entrar no palco acompanhada de uma contagem regressiva de 10 minutos. Como já era de se esperar, foram 10 minutos de muita gritaria e ansiedade prestes a ser aniquilada.

Assim que o contador zerou, Ariana subiu ao palco e deu start ao espetáculo com uma surra do último disco no primeiro bloco do show: “Be Alright”, “Everyday”, “Bad Decisions” e “Let Me Love You”. Quem achou que ela ainda é aquela menina tímida do “Yours Truly” ou aquela que arriscava alguns passinhos ingênuos como na era “My Everything”, certamente se surpreendeu com a desenvoltura e sensualidade da moça ao lado de seu belo corpo de bailarinos.

O show seguia e ainda se manteve fan friendly em seu segundo bloco: de todas, a mais conhecida pela massa era “One Last Time”, que cantou em alto e bom tom enquanto Ariana passeava pela ponta da passarela com um sorriso escancarado no rosto.

Mas a coisa ficou eufórica de verdade quando o terceiro bloco, “Feminists”, entrou em ação sendo iniciado pelo smash-hit “Side to Side”, onde no palco foi recriado o cenário do clipe. Se já não bastasse, o show seguiu com uma trinca poderosa: “Bang Bang”, “Greedy” e “Focus”. Nessa altura do show, os meros mortais já estariam exaustos. Ao invés disso, srta. Ariana Grande manteve todo o pique para dançar, rebolar e cantar (muito).

Foto: Gustavo Bresciani

Depois de toda a euforia, ainda rolaram mais algumas músicas até o show se aproximar do seu fim: um vislumbre de “Love Me Harder”, vozeirões e “Moonlight” e “Thinkin’ Bout You”, umas versões duvidosamente repaginadas de “Break Free” e “Problem” e uma belíssima apresentação de “Over the Rainbow” com direito ao símbolo da campanha One Love Manchester no telão. Sem muitas surpresas visuais à essa altura, o show terminou com “Into You”, seguido de “Dangerous Woman”.

 A perspectiva boa desse show é que os amantes do disco novo, incluindo o que vos escreve, saíram sem ter do que reclamar. Até porque todas, repetindo, TODAS as 15 músicas do “Dangerous Woman” foram apresentadas, deixando um espacinho bem pequeno pro “My Everything” e literalmente nada para o “Yours Truly”.

Entretanto, a escolha das músicas não foi um fator forte o suficiente para negativar o saldo geral do show. Mesmo que não tenha sido muito comunicativa, entregou carisma e simpatia com sorrisos tímidos e beijos para a plateia. E como se fosse necessário, provou pra todo mundo o que já estava claro: que ela é, sim, uma das artistas pop mais competentes da atualidade, capaz de carregar nas costas (e no gogó) um espetáculo divertido o suficiente para fazer com que 2 horas passem num piscar de olhos.

Tendo em vista todos esses fatos, só resta agradecer por essa noite incrível. Ariana Grande, eu te venero!

Foto: Gustavo Bresciani

Setlist “Dangerous Woman Tour” – Rio de Janeiro

  • Be Alright
  • Everyday
  • Bad Decisions
  • Let Me Love You
  • Knew Better/Forever Boy
  • One Last Time
  • Touch It
  • Leave Me Lonely
  • Side to Side
  • Bang Bang
  • Focus
  • Greedy
  • I Don’t Care
  • Moonlight
  • Love Me Harder
  • Break Free
  • Sometimes
  • Thinking Bout You
  • Over the Rainbow
  • Problem
  • Into You
  • Dangerous Woman (Encore)

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.