12 músicas que te farão lembrar da sua adolescência emo-gótica • MAZE // MTV Brasil
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12 músicas que te farão lembrar da sua adolescência emo-gótica

João Batista16 comments18736 views

Sabe aqueles dias quando você acorda nostálgico e se lembrando de todos os micos que já pagou na sua infância e fases de descoberta de identidade na adolescência? No caso de muita gente (incluindo esse que vos escreve), um exemplo claro disso é a época em que o new metal/gothic metal/emocore estava em alta, tudo quase ao mesmo tempo, dando origem à uma legião de jovens simpatizantes da escuridão com pensamentos suicidas ocasionais. Ou você aí que tem seu Tumblr lotado de fotos filtradas está pensando que essa modinha trevosa começou agora?

Bitch, please!

Pois bem, quem teve uma infância passada no começo dos anos 2000 certamente vai reconhecer as músicas a seguir. Caso contrário, fica a dica para conhecer 12 das músicas que jovens com perfil exemplificado acima mais ouviam em seus discmen e MP3 Players.

  • Limp Bizkit – Behind Blue Eyes

Quem nunca teve (ou ainda tem) seus momentos “ninguém compreende a minha dor”? A banda, conhecida pelos seus acordes raivosos com toques eletrônicos, ganhou fama no Brasil após integrar a trilha sonora internacional de Malhação lá em 2004 (aquela que tinha a Danielle Suzuki na capa, lembram? ❤︎) com a balada “Behind Blue Eyes”. Aliás, a música também foi trilha do ótimo thriller Na Companhia do Medo, estrelado por Halle Berry que, por sinal, também participa do clipe da canção.

  • Green Day – Boulevard Of Broken Dreams

O debochado e ácido American Idiot é, sem dúvida, uma das obras mais primorosas da carreira do Green Day. Lançado em 2004, ele chegou recheado de críticas diretas e indiretas ao governo e estilo de vida norte-americanos. Ainda assim, no disco ainda teve espaço para uma música que veio a se tornar o hino de uma geração revoltz e incompreendida. Além disso, quem nunca viu o clipe de “Boulevard Of Broken Dreams” (ou até mesmo do igualmente memorável “Wake Me Up When September Ends”) umas trocentas vezes, no mínimo, na época do saudoso Disk MTV?

  • Avril Lavigne – Nobody’s Home

Depois de se apresentar ao mundo com uma imagem de menina com rock ‘n roll na veia (com direito à muito All Star encardido, munhequeiras e spikes em tudo quando é lugar), Avril Lavigne mudou um pouco sua imagem para compor a persona do ótimo Under My Skin. Também lançado em 2004, o álbum trouxe músicas mais maduras e até mesmo sombrias, entre elas “Nobody’s Home”. Na letra, Avril fala de uma garota “desajustada” que não consegue achar seu lugar no mundo, tudo isso da forma mais dramática impossível. Uma das melhores canções da canadense, diga-se de passagem.

  • Creed – Don’t Stop Dancing

Nem é tão gótico assim, muito menos emo. Colegas de gravadora do Evanescence, os caras do Creed estavam apenas ali, no status de bandas que eram ~permitidas~ ouvir caso você queria se intitular como emo™ ou gótico™, mesmo com letras tão alto astral. Mais otimista que isso, e você já era convidado a se retirar da tribo.

  • Shaman – Fairy Tale

Assim como “Behind Blue Eyes”, esta canção aqui também foi apresentada à cultura gótica™ dos anos 2000 através de uma novela global. Quem acompanhava O Beijo do Vampiro, com Kayky Brito e Tarcísio Meira nos papéis principais, certamente vai se lembrar dela. Uma composição épica e inspiração gregoriana para causar arrepios em qualquer jogador de RPG – outra febre da época, quem nunca?

  • Slipknot – Vermillion, Pt. 2

Personificação perfeita do ditado “os brutos também amam”, “Vermillion, Pt. 2” mostra uma faceta rara e vulnerável dos mascarados que é tão rara quanto a superlua. Na época, demorou a cair a ficha de que essa música era dos mesmos intérpretes de outras que só de ler os títulos a espinha já congelava. E convenhamos, a música é muito boa mesmo!

  • 3 Doors Down – Here Without You

Mais pop-rock do que propriamente gótico™ ou emo™, o 3 Doors Down também entra aqui porque foi um sucesso absoluto desde quando também apareceu em Malhação, lá em 2004. Até porque, veja bem, o que podemos esperar de uma banda que tem “down” no nome quando estamos falando de músicas tristes?

  • Nightwish – Nemo

Chegando no TOP 5 da nossa lista, temos uma das mais trevosas da lista. Em seu auge e glória, Tarja Turunen (levei anos para descobrir que a pronúncia certa é “Tária”) era a voz principal do Nightwish quando a banda estourou com “Nemo”. Pele alva, cabelos negros e olhar de quem vai beber o seu sangue na primeira oportunidade: a finlandesa era uma verdadeira role model das aspirantes ao movimento gótico™.

  • My Chemical Romance – Helena

Mesmo não existindo mais, MCR deixou registrado em sua história uma legião de fãs que acompanhava fielmente os trejeitos e identidade da banda. Apesar do primeiro álbum ter sido lançado em 2002, foi em 2004 que eles alçaram prestígio mundial com “Helena”, cujos gifs extraídos do clipe serviram como icon de 8 entre 10 jovens da época.

  • Blink-182 – I Miss You

Cá entre nós, lembram da época que Malhação tinha uma mega influência com seus personagens carismáticos e trilhas sonoras que eram sucesso absoluto? Quem também se beneficiou disso foi o Blink-182, que entrou na novelinha em 2004 (mesmo ano que os já citados Limp Bizkit e 3 Doors Down) com a deprêzinha “I Miss You”.

PS.: Ainda dá tempo de contestar um Grammy honorário para essa compilação?

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  • Seether ft. Amy Lee – Broken

A lista já está chegando no final, e temos aqui um spoiler de quem irá fechar com chave de ouro a nossa seleção. Lá em 2002, o mundo conheceu Seether, ou melhor: a banda de Shaun Morgan, o (até então) namorado e colega de gravadora de Amy Lee! Em seu segundo álbum, lançado em 2002, eles juntaram suas forças trevosas e lançaram uma versão dueto de “Broken”, single que fez um enorme sucesso na época por conta do auge em que o Evanescence se encontrava. Gothic relationship goals!

Evanescence – My Immortal

É mais do que óbvio que ela não poderia faltar nessa lista! Considerada trendsetter do movimento, Amy Lee chegou como um furacão em 2003 com o lançamento do emblemático e premiado Fallen, segundo álbum da carreira do Evanescence. O cd inteiro poderia ser listado aqui, mas para resumir é melhor ficar com a mais icônica e famigerada de todas, “My Immortal”.

Só pra deixar claro que, acima de tudo, o principal objetivo desse post foi trazer de volta um pouco desse rótulo que hoje em dia arranca muitas risadas nostálgicas ou envergonhadas de quem teve uma fase assim. Aqui no MAZE todos nós respeitamos os mais diversos gêneros musicais e, se falamos de uma forma tão descontraída e debochada como dessa vez, é porque o amor por esse estilo é pra valer!

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.